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Mundo

Chávez propõe Tratado de Soberania Energética para garantir energia ao Caribe

Arquivo Geral

11/08/2007 0h00

O presidente venezuelano, what is ed Hugo Chávez, pilule propôs hoje aos seus 14 parceiros da Petrocaribe o chamado “Tratado de Soberania Energética” como mecanismo para garantir à região o fornecimento de energia pelo menos “por todo este século”.

Chávez também disse que pretende construir várias refinarias no Caribe para processar o petróleo venezuelano que atualmente é refinado nas indústrias que o país tem nos Estados Unidos.

“Queremos nos expandir, viagra sale crescer”, disse Chávez, reiterando que seu Governo socialista não pensa em suspender a provisão de petróleo aos Estados Unidos, que, de acordo com dados oficiais, é de 1,5 milhão de barris diários.

“Ninguém acredita que vamos deixar de enviar petróleo aos Estados Unidos, a menos que voltem a nos agredir (…) Queremos também compartilhar este petróleo com eles (EUA), mas não com agressão, chantagem”, afirmou o governante.

Sobre o “Tratado de Soberania Energética”, o governante da Venezuela disse que o país quer garantir que não falte “nem uma gota, nem um raio de energia para o Caribe neste século”.

“Temos como fazê-lo e é por isso que nos atrevemos a propô-lo (o Tratado)”, ressaltou Chávez durante seu discurso na 3ª Cúpula da Petrocaribe, que termina hoje em Caracas.

A Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo com uma produção de 3,1 milhões de barris diários, segundo dados oficiais, possui reservas calculadas de forma preliminar em 316 bilhões de barris.

O Tratado, proposto por Caracas pela primeira vez na 1ª Cúpula Energética Sul-Americana, realizada em abril na Ilha Margarita (Venezuela), é uma “fórmula superior” do esquema de fornecimento de petróleo e de seus derivados de iniciativas como a Petrocaribe, disse Chávez.

O acordo tem como base o desenvolvimento de cinco linhas estratégicas, entre elas “petróleo, gás, economia energética e energia renovável”. A Venezuela pretende que seja “parte do esqueleto e músculo da união caribenha, além da energia e o comércio”, acrescentou.

“Propomos o Tratado a cada Governo dos países-membros da Petrocaribe, para que com sua própria velocidade, o analisem”, completou o presidente venezuelano.

“Coloquei minha alma nesta proposta (…), pois poderia ser a coluna central, (…) o eixo articulador, desta fórmula que nos faz falta: unidos, seremos livres”, ressaltou.

Chávez ressaltou que, esta semana, assinou em sua viagem a Argentina, Uruguai, Equador e Bolívia “Tratados de Soberania Energética” com os Governos dos presidentes argentino, Néstor Kirchner, e uruguaio, Tabaré Vázquez.

Ao defender a necessidade do Tratado, Chávez alegou que o mundo “está passando por uma crise energética”, e que o Caribe “não deve ter problemas neste século e no seguinte” neste âmbito.

“O preço do (barril de) petróleo vai na direção dos US$ 100 e isto não é determinado por Chávez, e sim pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Nós devemos nos preparar para estes preços”, acrescentou.

A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana que nasceu em junho de 2005, e que permite à Venezuela fornecer diariamente entre 120 mil e 200 mil barris de petróleo e seus derivados aos 14 países-membros do grupo em condições facilitadas de pagamento, que incluem o parcelamento da dívida em até 25 anos, com até dois anos grátis.

Outra proposta da Venezuela foi reforçar as cinco “empresas mistas” assinadas no marco da Petrocaribe entre Venezuela e os países caribenhos Belize, Dominica, Jamaica, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, disse Chávez, sem dar outros detalhes.

Além das empresas mistas, no marco da Petrocaribe foram assinados 11 acordos bilaterais de provisão de petróleo e derivados.

Em seu longo discurso, transmitido em rede nacional obrigatória de rádio e televisão, Chávez também voltou a criticar os “biocombustíveis”, qualificando-os de forma de desviar recursos alimentícios da população para “alimentar automóveis”.

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