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Mundo

Chávez pede que Bush solte membros das Farc extraditados aos Estados Unidos

Arquivo Geral

26/09/2007 0h00

O presidente venezuelano, sildenafil Hugo Chávez, disse nesta terça-feira que “espera” que seu colega dos Estados Unidos, George W. Bush, “possa ajudar” a concretizar a troca de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anistiando os guerrilheiros extraditados para a Justiça americana.

“Tomara que o presidente Bush possa nos ajudar”, disse Chávez, comentando a exigência da guerrilha colombiana. As Farc querem incluir os extraditados nas negociações para a troca de reféns por rebeldes detidos.

Ao fim de uma reunião com parentes dos seqüestrados, entre eles três americanos, e de guerrilheiros presos, Chávez afirmou que, sem desrespeitar “o respeito profundo aos trâmites legais”, os chefes de Estado têm poderes. E lembrou que ele mesmo recentemente indultou “mais de 100 paramilitares colombianos trazidos à Venezuela para serem mortos”.

Chávez atua como mediador na busca de um “acordo humanitário” entre o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, e as Farc. O objetivo é a troca de 45 pessoas seqüestradas pelo grupo insurgente por cerca de 500 guerrilheiros presos na Colômbia e EUA.

O governante venezuelano acenou com a possibilidade de também contar “com a colaboração das instituições dos Estados Unidos”, inclusive o Congresso, onde disse ter “alguns bons amigos”. Ele também espera receber o apoio da opinião pública americana.

“Acho que nos EUA pode surgir uma força social de opinião pública que ajude muito na troca”, sustentou. Ele apontou como possíveis aliados a pré-candidata presidencial democrata Hillary Clinton e o ex-presidente Jimmy Carter, que chamou de “amigo, homem de honra e palavra”.

Também considerou “difícil” que as Farc libertem os três americanos seqüestrados, mas disse estar confiante em chegar a um acordo.

O seu trabalho de mediador não tem nem terá “matizes políticas nem ideológicas”, garantiu. Ele afirmou não ver diferenças entre os guerrilheiros presos e os seqüestrados, que têm “o mesmo peso e valor, porque todos são seres humanos caídos em desgraça”.

Chávez confirmou que no início do próximo mês voltará a se reunir com Uribe para avaliar o assunto. E reafirmou a sua “fé” no líder colombiano, que “quer conseguir” a troca. “Ele não está fazendo nenhum teatro, nenhuma representação”, disse.

“É claro que Uribe tem suas posições e precisa e colocar suas propostas no tabuleiro. As Farc também querem um acordo e têm suas posições”, acrescentou.

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