“Efetivamente, graças a fontes de inteligência sobre grupos de extrema-direita internacional, foi possível captar que havia um alto risco e foi tomada a decisão correta de suspender a visita do presidente Chávez e reprogramá-la para outra oportunidade”, disse Maduro, em comunicado divulgado hoje em Caracas.
“Este tipo de riscos e ameaças se une muito à ideia louca de parte da oposição de direita venezuelana de tentar ameaçar a vida do chefe de Estado”, insistiu.
O chanceler venezuelano confirmou, assim, a versão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que afirmou na segunda-feira, em El Salvador, que Chávez não assistiu aos atos por “razões de segurança”.
“Por estritas razões de segurança, pelas quais não vamos entrar em detalhes, o presidente Chávez não está, nem esteve de manhã nem está esta tarde”, disse Ortega.
Maduro acrescentou que “não se descarta que grupos com amplo histórico como membros ativos da CIA e do terrorismo internacional estejam envolvidos” no assunto, e nomeou expressamente o opositor venezuelano Alejandro Peña Esclusa e o cubano-venezuelano Luis Posada Carriles.