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Chávez insiste que EUA instalam "bases" na Colômbia para invadir a Venezuela

Arquivo Geral

08/08/2009 0h00

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, insistiu hoje em que os Estados Unidos pretendem “instalar bases militares” na Colômbia, dentro de seus planos de “invadir” a Venezuela para se apoderar de sua grande riqueza petrolífera.

Chávez fez essas afirmações durante uma surpreendente reunião com personalidades colombianas, entre elas a senadora opositora Piedad Córdoba e o ex-governador e ex-refém das Farc Alan Jara, para tratar sobre a nova crise bilateral derivada das negociações dos novos acordos militares entre Colômbia e EUA.

Ontem Chávez recebeu em seu escritório o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, que disse que buscava “abrir uma porta nas relações”, especialmente em benefício dos habitantes da fronteira, no meio das tensões bilaterais.

A crise, que inclui a decisão venezuelana de colocar no congelador desde o dia 28 de julho as relações diplomáticas e comerciais, derivou, segundo Chávez, das “irresponsáveis” acusações de Bogotá que Caracas desviaria armas para as guerrilhas.

O Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, lançou essas denúncias “para tentar justificar as bases ianques em território colombiano”, as quais são uma ameaça para a Venezuela, sustentou Chávez nesta sexta-feira.

O chefe de Governo citou declarações recentes feitas no Brasil pelo general James Jones, assessor de Segurança Nacional de Obama, nas quais acusou seu Governo de supostamente permitir às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o uso do território venezuelano como vertedouro.

Chávez insistiu em que o Governo de Uribe “infelizmente se presta” para os planos americanos contra a Venezuela ao ceder seu território “para a instalação de sete ou quem sabe quantas mais bases militares ianques”.

“Os Estados Unidos estão colocando uma nova cunha e gerando tensões para supostamente impedir o avanço do processo de integração da América do Sul”, reiterou.

Chávez disse na quarta-feira passada em entrevista coletiva que “ainda que a Colômbia não estiver” presente na próxima reunião de cúpula de Quito, proporá que o assunto dos novos acordos militares entre Bogotá e Washington seja discutido entre os países-membros da Unasul.

Assinalou que seu Governo “continuará trabalhando com a Unasul dando solidez ao Conselho Sul-americano de Defesa proposto pelo Brasil”, o que tem como objetivo coordenar de maneira conjunta as políticas de defesa dos países-membros. EFE

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