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Mundo

Chávez insiste em preparação contra ameaça dos EUA

Arquivo Geral

13/11/2009 0h00


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, insistiu hoje em que o país deve preparar sua “defesa” frente à “ameaça” que significa o posicionamento de tropas americanas na vizinha Colômbia.

“Seria alta traição à pátria que, sabendo que se prepara uma guerra contra a Venezuela, ficarmos com os braços cruzados. Somos obrigados a nos preparar para defender a pátria de Bolívar embora nos custe a vida. Esta pátria nunca mais será colônia”, disse o governante no final de uma manifestação de simpatizantes em Caracas.

A manifestação, que teve réplicas em várias cidades do interior, foi organizada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, governo), sob o lema “contra as sete bases militares ianques e a favor da paz”.

Para Chávez, não existe nenhuma dúvida de que o acordo militar assinado recentemente por Estados Unidos e Colômbia “não tem nada a ver com a luta contra o narcotráfico e o terrorismo”.

“As sete bases ianques fazem parte de um plano de guerra, porque a partir dessas bases o império vai controlar toda a América do Sul com espionagem eletrônica, com tecnologia de ponta”, disse Chávez.

“Vão gravar conversas de todos nós, vão saber a posição geográfica de qualquer um que tenha um telefone ligado, inclusive mandar bombas teleguiadas pelo sinal do telefone”, acrescentou o presidente.

Também considerou que a política do presidente americano, Barack Obama, não representa uma mudança, como se esperava, em relação à qual seu antecessor George W. Bush estabeleceu com o colega colombiano, Álvaro Uribe.

Chávez insistiu em que a Venezuela está ameaçada porque “o dizem seus próprios documentos: são bases a partir das quais vão planejar milimetricamente, em nossos narizes, como lançariam suas bombas sobre Caracas, refinarias, a represa de Guri, postos de comando militares, linhas elétricas, pontes e inclusive um novo golpe de Estado”.

“São bases de operações de guerra contra a Venezuela em primeiro lugar e assim o denunciamos ao mundo. Mas nos acusam de promover a guerra.”

Chávez repetiu que, neste caso, o povo colombiano não é responsável pelas ações de seu Governo e chamou Uribe de “lacaio, traidor e vendedor da pátria, por ter entregue o território da Colômbia às tropas americanas”.

“Nunca um Governo deste continente, por mais direitista que tenha sido, tinha chegado ao extremo de entregar o país ao império americano, mas algum dia o povo colombiano será livre outra vez”, disse Chávez.

“Por isso esperamos que o povo colombiano seja capaz de interpretar o momento e não se deixe ser usado, porque uma coisa é o Governo de Uribe e outra coisa é o povo colombiano, ao qual queremos de verdade como um povo irmão, filho de Bolívar”, acrescentou o presidente venezuelano.

Por outro lado, Chávez disse que Uribe e Obama contam com a cumplicidade dos meios de comunicação internacionais para “tergiversar” a realidade e apresentá-la como uma ameaça contra a paz, quando a ameaça são as bases militares.

“É a oligarquia midiática mundial, a ditadura midiática, a qual tenta nos satanizar, de nos desfigurar, de inverter a verdade do que está acontecendo, por isso a tirania midiática nos atacam com tanta sanha, com tanto veneno”, denunciou Chávez.

O presidente insistiu em que “não é a Venezuela que ameaça a Colômbia, nem a Colômbia a Venezuela, é o império americano que ameaça a Venezuela utilizando o território colombiano”.

Igualmente insistiu em que seu chamado é para a paz, mas convocando o povo venezuelano que se prepara para responder os “planos de guerra” dos EUA.

Além disso, Chávez assegurou que a denúncia do “pacto bélico” entre Obama e Uribe conta com o “acompanhamento de quase todo o continente”, porque é um “pacto para a guerra, um pacto diabólico”.

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