O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que a viagem que iniciará por Líbia, Argélia, Síria, Irã, Belarus e Rússia tem fins “geopolíticos e econômicos” e “demonstra a grande dinâmica na qual a política externa multipolar de sua “revolução” bolivariana entrou.
“Saímos esta tarde”, disse Chávez em entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros na sede do Governo, e acrescentou que, além das visitas a esses seis países, “no caminho pode haver alguma outra escala”, sem dar mais precisões.
A Assembleia Nacional (AN) informou esta semana que Chávez estará em 1º de setembro na Líbia, no dia 2 na Argélia, nos dias 3 e 4 na Síria, nos dias 5 e 6 no Irã, nos dias 7 e 8 na Belarus e no dia 10 fechará a viagem na Rússia.
Chávez confirmou que a primeira parada da viagem será Trípoli, onde participará de uma “sessão ordinária da União Africana” e nas celebrações dos 40 anos da revolução líbia, liderada pelo coronel Muammar Kadafi.
A segunda escala será Argélia, na onde se reunirá com Abdelaziz Bouteflika, “para seguir impulsionado as relações bilaterais”.
Depois chegará à Síria, cujo Governo, destacou, “é respeitado por todos” devido a seu empenho na “busca da paz e estabilidade” na região e “na defesa da autonomia e dignidade do povo palestino”.
“Daí viajaremos para Teerã, para visitar nosso amigo (Mahmoud) Ahmadinejad, que acaba de ser reeleito no meio de dificuldades injetadas, temos certeza, de fora”, afirmou Chávez.
A quinta parada da viagem será Belarus, onde serão assinados convênios para “ampliar” as relações bilaterais, e a última será na Rússia, onde se reunirá com o presidente e primeiro-ministro russos, Dmitri Medvedev e Vladimir Putin, respectivamente, para seguir fortalecendo a aliança estratégica” bilateral.