“Aqui, há dois setores em confronto: a burguesia e seus aliados e o povo e seus aliados, e não há reconciliação possível”, disse Chávez em um ato público.
Chávez fez estas declarações depois que o cardeal Jorge Urosa defendeu na semana passada a aprovação de uma “lei de anistia para os presos políticos” venezuelanos, como via para a “reconciliação nacional”.
O presidente afirmou que Urosa “é um burguês” e, portanto, pertence ao grupo que enfrenta o povo e defende os interesses dos setores dominantes.
“Do lado de lá, os burgueses, do lado de cá, os trabalhadores, os revolucionários, os patriotas. Estamos no meio de uma luta histórica, de uma luta de classes”, insistiu.
Para Chávez, a reconciliação à qual Urosa se referiu não é verdadeira, porque quer que os “burgueses” voltem a tomar o poder para oprimir ao povo.
“A reconciliação à qual se refere a burguesia não é reconciliação. Se essa gente voltasse ao poder, ninguém, nem sequer seu amo, o império, poderia evitar a carnificina sobre o povo”, afirmou Chávez.
“Esta oligarquia é como um cachorro raivoso; por isso devemos fazer tudo para consolidar o socialismo, para que nunca mais essa oligarquia volte ao poder na Venezuela”, acrescentou o presidente.