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Mundo

Chávez diz que EUA reconheceu espionagem na Bolívia a venezuelanos

Arquivo Geral

09/02/2008 0h00

O presidente venezuelano, health Hugo Chávez, afirmou hoje que os Estados Unidos reconheceu que ordenou seus cidadãos que espionassem venezuelanos e cubanos que trabalham na Bolívia em acordos de cooperação humanitária.

“O Departamento de Estado dos EUA reconheceu que sua embaixada na Bolívia pediu que seus cidadãos espionassem os venezuelanos e cubanos que trabalham” na nação andina, disse Chávez em Barinas, 520 quilômetros ao sudoeste de Caracas.

Os encarregados dessa tarefa foram “os chamados corpos de paz, que são corpos de espionagem” que, além disso, são utilizados “para fazer lavagem cerebral em algumas pessoas”, apontou.

O líder leu uma nota na qual se explicava que “um funcionário pediu a bolsistas americanos da fundação Fulbright e a voluntários dos corpos de paz que monitorassem os venezuelanos e os cubanos que trabalham na Bolívia”.

Os únicos venezuelanos que estão na Bolívia são paramédicos, alfabetizadores e engenheiros que estão construindo um muro contra inundações no povoado amazônico de Trinidad, indicou Chávez.

“Eles nos espionam e depois inventam que estamos levando armas, bombas e não sei quantas coisas, quando o que levamos são remédios, água e materiais para fazer frente aos desastres naturais”, comentou.

“Tratam de apresentar-nos como demônios, mas os demônios são os gringos, nem todos, porque há um povo. Me refiro aos que cumprem esta tarefas de espionagem e agressão”, esclareceu.

O presidente lembrou o que lhe contou a senadora colombiana Piedad Córdoba – também presente no encontro com os parentes dos seqüestrados em Barinas – durante a libertação das reféns das Farc Clara Rojas e Consuelo Rodríguez em janeiro passado.

“Piedad me disse que em Villavicencio, durante o resgate, pôde ver e ouvir alguns oficiais gringos dando ordens por rádio na Colômbia”, relatou Chávez para reforçar sua colocação sobre a presença de americanos na América Latina.

“Aqui aconteceu o mesmo no golpe (abril 2002), quando os agregados militares gringos chegaram ao comando e deram ordens (aos golpistas), entre outras, que me matassem, só que Deus interferiu”, apontou.

“Aqui capturamos militares gringos fazendo espionagem e expulsamos alguns”, assegurou o chefe de Estado.

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