“Chávez não está especialmente concentrado em promover os interesses de seus cidadãos”, disse Crowley em entrevista coletiva a veículos de imprensa estrangeiros.
O secretário adjunto foi questionado sobre o estado das relações entre Estados Unidos e Venezuela, os recentes protestos nas ruas de Caracas e a recente viagem de Chávez a Teerã.
“Obviamente gostaríamos que a Venezuela, e especificamente o Governo de Chávez, tivessem um papel mais construtivo na região”, disse Crowley.
“Ele viaja para Teerã, viaja para Moscou. Deveria ficar em casa e criar um Governo mais construtivo, centrado em promover os interesses de seus próprios cidadãos”, afirmou.
Esta não é a primeira vez em que Crowley ataca Chávez. Em 12 de agosto, as rusgas diplomáticas entre EUA e Venezuela se afastaram do âmbito estritamente político para chegarem ao golfe, esporte que Chávez chamou de “burguês”.
Nenhum dos jornalistas que estiveram no Departamento de Estado naquele dia esperava que o primeiro tema na agenda do secretário adjunto fosse a defesa apaixonada do esporte.
De forma surpreendente, Crowley se autointitulou “embaixador para o golfe do Departamento de Estado”, considerou o ataque de Chávez como “injustificável” e concluiu ao dizer que o presidente venezuelano “é uma das figuras mais divisionistas do hemisfério (ocidental)”.