O presidente venezuelano, approved Hugo Chávez, advice expressou hoje seu compromisso em restabelecer a “confiança” entre os Governos de Equador, Colômbia e Venezuela, e afirmou ter recebido “bons sinais” nesse sentido por parte de seu colega colombiano, Álvaro Uribe.
Após sustentar que o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, “instiga” o conflito entre Caracas e Bogotá, Chávez demonstrou sua convicção de que essa “doutrina de guerra” não é apoiada por Uribe.
Para o presidente venezuelano, as afirmações “preocupantes e temerárias de Santos jogam no lixo” tudo o que foi decidido na Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação à recente crise diplomática entre Colômbia, Equador, Venezuela e Nicarágua.
A OEA concluiu que a Colômbia violou a soberania e integridade territorial do Equador no último dia 1º, quando forças militares colombianas atacaram um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano.
Durante a operação militar colombiana, 26 pessoas morreram, entre elas o número dois das Farc, “Raúl Reyes”.
Chávez confirmou que o ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, e seu colega da Venezuela, Nicolás Maduro, conversaram sobre as declarações de Santos, mas não quis dar detalhes sobre isso.
Para o presidente venezuelano, “Uribe deveria refletir sobre isto (o papel de Santos) e como prejudica” a região.
“Se eu tivesse um ministro da Defesa que contradissesse uma resolução da OEA, do próprio presidente, imediatamente o destituiria”, opinou Chávez.
O venezuelano demonstrou estar convencido de que Uribe “vai reconhecer o que foi acordado” na recente Cúpula do Grupo do Rio realizada em Santo Domingo e também na reunião de chanceleres da OEA, algo que “tranqüiliza a Colômbia, a Venezuela, o Equador e o mundo”.
Chávez contou que se reunirá com seu colega colombiano “em breve” para retomar o bom andamento das relações entre os dois países, que compartilham uma ampla fronteira terrestre de mais de dois mil quilômetros e realizam comércio bilateral da ordem de US$ 6 bilhões anuais.
Quanto ao conflito interno colombiano, o presidente venezuelano sustentou que está disposto a ajudar em tudo o que for necessário para conseguir “o acordo humanitário e a paz”, incluindo a possibilidade de viajar para a região colombiana de Caguán para se reunir com líderes das Farc.