O presidente venezuelano, recipe Hugo Chávez, click defendeu ontem sua proposta de reforma constitucional como uma forma de dar mais poder ao povo, decease porque inclui a “inserção do poder popular”, uma das “linhas revolucionárias mais firmes”.
Em ato oficial transmitido em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão, Chávez voltou a repetir que apresentará à Assembléia Nacional (AN) sua proposta de reforma da Constituição Bolivariana de 1999. Mas ressaltou que “não há pressa”, como supostamente “pretende a oposição”.
Ele também afirmou que “se o povo diz não, é não” e admitiu desistir de sua proposta. Mas fará “tudo o que for possível” para que os venezuelanos aprovem a mudança num referendo.
Para Chávez, o mais importante de sua proposta de reforma constitucional não é a “reeleição não indefinida, porque é uma concepção negativa, mas simplesmente a possibilidade de que um presidente possa se candidatar quantas vezes quiser e o povo possa decidir”.
“Qual é o problema? Na França, esse sistema existe”, afirmou o chefe de Estado. Para ele, a oposição transformou o assunto no principal da reforma “para tentar confundir as pessoas”.
Segundo Chávez, o mais importante é “inserir a figura do poder popular, incluindo na Constituição os conselhos comunais”. A medida, avaliou, permitirá “iniciar depois uma nova era, de aprofundamento” da revolução.
Outra idéia que considerou essencial é a “nova geometria do poder” com a reforma da administração político-territorial da Venezuela. A mudança permitirá acelerar a criação e concretização de pólos de desenvolvimento produtivo, previu.
A oposição rejeita a proposta de reforma de Chávez, denunciando elementos “fascistas” e a consolidação do sistema “autocrático” e de concentração de poder.
“O socialismo bolivariano não exclui a propriedade privada, e sim a inclui”, acrescentou o presidente, respondendo à afirmação dos oposicionistas de que a reforma acaba com a propriedade privada.
O governante disse na semana passada que apresentaria seu projeto de reforma constitucional “nos próximos dias” à AN, formada por 167 membros, todos governistas devido a um boicote da oposição nas eleições parlamentares de 2005.