“Trata-se de uma necessidade do país, não é culpa de Chávez nem do Governo”, assegurou o presidente em um ato no Palácio Presidencial.
O chefe de Estado comparou as restrições elétricas com “fazer uma dieta”, e rejeitou as críticas opositoras de que a medida é consequência da falta de investimento no setor elétrico, totalmente nas mãos do Estado.
A Venezuela enfrenta uma crise elétrica desde o fim de 2009, que obrigou o Governo a aplicar um forte racionamento, iniciado esta madrugada na capital e em quase todo o país.
Chávez disse que o plano “trata a todos igualmente, sem privilégios”, e criticou a atitude “dos setores da classe média” que, segundo ele, querem que apenas a luz dos pobres seja racionada.
De acordo com o presidente, os opositores à “revolução” bolivariana “estão cheios de ódio”. Chávez ainda desafiou os dirigentes políticos a convocar um referendo revogatório para tirá-lo do poder.
Os cortes do serviço elétrico, que começaram após uma forte desvalorização monetária, se somam ao racionamento de água vigente desde novembro passado.