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Mundo

Chávez defende racionamento de luz como necessidade do país

Arquivo Geral

13/01/2010 0h00


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu hoje como uma “necessidade” o plano de racionamento elétrico aplicado por seu Governo, com cortes do serviço de quatro horas a cada dois dias em Caracas e quase todo o país.

“Trata-se de uma necessidade do país, não é culpa de Chávez nem do Governo”, assegurou o presidente em um ato no Palácio Presidencial.

O chefe de Estado comparou as restrições elétricas com “fazer uma dieta”, e rejeitou as críticas opositoras de que a medida é consequência da falta de investimento no setor elétrico, totalmente nas mãos do Estado.

A Venezuela enfrenta uma crise elétrica desde o fim de 2009, que obrigou o Governo a aplicar um forte racionamento, iniciado esta madrugada na capital e em quase todo o país.

Chávez disse que o plano “trata a todos igualmente, sem privilégios”, e criticou a atitude “dos setores da classe média” que, segundo ele, querem que apenas a luz dos pobres seja racionada.

De acordo com o presidente, os opositores à “revolução” bolivariana “estão cheios de ódio”. Chávez ainda desafiou os dirigentes políticos a convocar um referendo revogatório para tirá-lo do poder.

Os cortes do serviço elétrico, que começaram após uma forte desvalorização monetária, se somam ao racionamento de água vigente desde novembro passado.

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