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Mundo

Chávez confirma veto à declaração final da Cúpula das Américas

Arquivo Geral

16/04/2009 0h00

O presidente da Venezuela, treat Hugo Chávez, confirmou hoje que seu país, “junto com outros” que não identificou, vetará a declaração final da Cúpula das Américas que será realizada neste fim de semana em Trinidad e Tobago.

“Essa declaração, a Venezuela veta atualmente. Nós, junto com outros países, dizemos que não estamos de acordo com essa declaração”, disse Chávez aos jornalistas, na cidade venezuelana de Cumaná.

Nesta cidade, reúnem-se hoje os governantes dos seis países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), mais o Paraguai e o Equador, para fixar posições comuns diante do encontro continental.

“Sobre a Cúpula das Américas, não temos grandes expectativas. Há uma declaração que é difícil de assimilar”, porque “está totalmente desempregada no tempo e no espaço, como se o tempo não tivesse passado”, disse, sem dar mais detalhes.

A declaração é “muito parecida com a do Canadá, à qual nós fomos contra”, disse, em alusão à cúpula em Québec em 2001, que defendeu a criação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), impulsionada pelos Estados Unidos.

Segundo versões procedentes de Trinidad e Tobago, Venezuela e outros países da Alba, instância criada em contraposição à Alca, são contra que a declaração de Port of Spain destaque o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Cuba, que faz parte da Alba, está excluída da OEA e também da Cúpula das Américas.

Chávez fez estas declarações junto com o presidente de Cuba, Raúl Castro, um dos participantes da reunião em Cumaná, cuja realização, disse, “foi uma coincidência”, às vésperas da Cúpula das Américas.

Além de Chávez e Raúl Castro, estão reunidos em Cumaná os presidentes da Bolívia, Evo Morales; do Paraguai, Fernando Lugo; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Honduras, Manuel Zelaya, e os primeiros-ministros de Dominica, Roosevelt Skerrit, e de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.

Também participa um representante do presidente do Equador, Rafael Correa.

“Esta cúpula vinha sendo preparada desde dezembro, depois quisemos fazê-la em março”, mas foi adiada devido a uma recente viagem internacional que terminou na semana passada, disse Chávez.


Atualizada às 15h

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