O presidente venezuelano, this Hugo Chávez, confirmou hoje a existência de uma “crise” com a Colômbia e disse que isso, além de repercutir nas relações bilaterais, faz com que fique descartado o reingresso da Venezuela à Comunidade Andina de Nações (CAN).
“É uma crise com o Governo da Colômbia, não com a Colômbia, que, definitivamente, vai afetar as relações de cooperação, econômicas e o retorno à CAN”, disse.
“Não quero romper relações, mas estamos preparados para qualquer coisa. É uma crise gerada pelo presidente (Álvaro) Uribe e por suas mentiras”, manifestou o governante venezuelano.
Chávez disse que após tomar conhecimento da decisão de Bogotá de suspender sua gestão para a libertação de seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) escreveu uma nota oficial “comedida e respeitosa”, na qual deixava a porta aberta a uma explicação de Uribe.
O governante venezuelano acrescentou que Uribe ficou em silêncio e que em vez da explicação o que chegou de Bogotá foi um documento “mentiroso” no qual expressaram “sombras de dúvida” contra sua pessoa.
Chávez reiterou que era uma “mentira” a afirmação de que Uribe o proibiu de falar com os militares colombianos.
Também lembrou que entre Uribe e ele existia o compromisso de não tomar decisões sobre o problema da troca humanitária sem uma consulta prévia, o que, segundo destacou, o governante colombiano não cumpriu.
Por isso, concluiu que Bogotá estava “buscando qualquer desculpa” para interromper a negociação.
O governante venezuelano se mostrou convencido de que a decisão de Uribe se deve “às pressões de Washington, da extrema direita e do alto comando militar colombiano”.
Chávez revelou que montou um comitê para analisar a situação e esclareceu que a presença em Caracas do embaixador venezuelano em Bogotá, Pável Rondón, não está relacionada com a situação atual.
Reiterou que a negociação humanitária tinha alcançado avanços significativos e disse que tinha certeza de que, se não fosse abortada, teria chegado a um bom final.
O presidente venezuelano afirmou que, por enquanto, não é possível prever como terminará a crise com a Colômbia.