Menu
Mundo

Chávez atribui derrota a momento errado e imaturidade social

Arquivo Geral

04/12/2007 0h00

O presidente da Venezuela, find Hugo Chávez, no rx afirmou hoje que a sua derrota eleitoral no domingo pode se dever ao fato de que a sociedade venezuelana ainda não está madura para assumir uma proposta socialista como a proposta na reforma constitucional.

A explicação foi dada durante uma entrevista ao canal estatal “Venezolana de Televisión”.

“É possível que ainda não fosse o momento. Será preciso amadurecer mais e continuar construindo o nosso socialismo”, site disse Chávez. Ele reconheceu que ontem à noite se perguntou se “havia se equivocado” ao propor a reforma rejeitada nas urnas.

Chávez disse que é preciso continuar trabalhando intensamente para convencer os setores de classe média de que seriam beneficiados por um modelo socialista. Além disso, opinou, o “bombardeio midiático” provocou dúvidas em muitos “chavistas” que não foram votar no domingo.

“Vamos analisar o que aconteceu. A oposição manteve a votação de dezembro de 2006, mas nós tivemos 3 milhões de votos a menos”, comentou o governante.

Nas eleições presidenciais de dezembro de 2006, Chávez recebeu 7,3 milhões de votos, contra 4,3 milhões do candidato de oposição Manuel Rosales. Ontem, a oposição conseguiu 4,5 milhões de votos para o “não” à reforma contra 4,3 milhões do “sim”.

“Pode ser que não estejamos maduros para assumir o socialismo. É preciso discutir isso, porque é um desafio”, insistiu o presidente.

Chávez acrescentou que o projeto de sociedade socialista continua no seu programa de Governo.

Ele afirmou ainda que decidiu aceitar a derrota, porque caso contrário setores da oposição poderiam provocar uma onda de distúrbios.

“Se eu tivesse me empenhado em esperar até a apuração do último voto, como alguns queriam, não sei quantos mortos estaríamos contando agora, porque ainda não teríamos um cômputo final”, argumentou.

O governante revelou também que recebeu telefonemas dos presidentes da Nicarágua, Daniel Ortega, do Equador, Rafael Correa, da Argentina, Néstor Kirchner, e de Cuba, Fidel Castro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado