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Chávez anuncia primeiros vôos e nega ter combinado um prazo

Arquivo Geral

28/12/2007 0h00

O presidente venezuelano, stuff Hugo Chávez, anunciou que nesta sexta-feira, “aproximadamente às três horas da tarde” começará o “primeiro vôo” de aviões venezuelanos para recolher três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e negou hoje ter combinado com o Governo colombiano um prazo para o desenvolvimento da operação humanitária.

“Não sabemos de nenhum prazo até agora. Não quero falar sobre páginas que andam circulando, não há nenhum acordo”, declarou Chávez aos jornalistas nesta quinta-feira, diante do palácio presidencial de Miraflores.

“Estamos trabalhando nos detalhes logísticos. Nesta sexta, aproximadamente às 15h (17h30 de Brasília) começa o primeiro vôo” da caravana aérea venezuelana, declarou Chávez às portas do palácio presidencial de Miraflores, sede do Governo.

Porta-vozes do Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciaram que o prazo para a missão humanitária venezuelana que recolherá três reféns das Farc nas selvas colombianas começou às 19h desta quinta-feira (22h de Brasília) e vai durar 72 horas, terminando na noite de domingo.

O secretário de Imprensa da Casa governamental de Nariño, César Mauricio Velásquez, disse à Efe que o prazo havia sido pactuado com o Governo de Chávez.

A operação humanitária, com a entrada de aviões venezuelanos na Colômbia, foi apresentada por Chávez e aceita pelo Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe. Delegados do Brasil, Argentina, Equador, Bolívia, Cuba e França acompanharão o processo.

“Eu agradeço muito ao presidente Uribe pela sua rápida resposta, aceitando incondicionalmente a proposta da Venezuela”, declarou Chávez.

A “primeira leva” será formada por “dois helicópteros de resgate” venezuelanos, segundo Chávez. Eles sairão do aeroporto de Santo Domingo, no estado de Táchira, “rumo ao aeroporto de Villavicencio”, no departamento colombiano de Meta.

Chávez revelou ainda que a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, logo depois de libertados pelas Farc em algum lugar da Colômbia e recebidos pelos aviões venezuelanos, serão levados a Santo Domingo.

“É claro que eu poderia estar ali, esperando por eles, mas não tenho certeza se vou. É mais importante que os seus parentes estejam no local. De lá, todos voarão a Bogotá imediatamente, sem dúvida”, disse.

Os dois helicópteros se deslocarão a um ou vários lugares em busca das duas mulheres e do menino. Neles viajarão também os emissários dos outros países, o alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, e os representantes da Cruz Vermelha, explicou Chávez.

O presidente venezuelano informou que nesta sexta-feira, no aeroporto de Santo Domingo, ele inspecionará os dois helicópteros, marcados com o símbolo da Cruz Vermelha.

Já estão na Venezuela o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, que representa o Brasil; o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner; e os embaixadores da França, Hadelin de la Tour du Pin, e de Cuba, Germán Sánchez. Nas próximas horas devem chegar ao país os emissários do Equador e Bolívia, além do alto comissário para a Paz da Colômbia.

Também chegaram a Caracas os parentes dos três reféns, acompanhados pela senadora colombiana Piedad Córdoba.

As Farc anunciaram na semana passada a libertação dos três seqüestrados em “desagravo” a Chávez.

Chávez e Córdoba intermediavam a troca de 45 reféns das Farc por 500 membros da guerrilha presos. Mas a negociação foi suspensa pelo Governo da Colômbia.

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