O presidente venezuelano, dosage Hugo Chávez, qualificou hoje de “grave” a denúncia supostamente infundada do Peru de que Caracas financiaria as chamadas casas da Alba, vinculadas à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), para intervir em assuntos internos do país andino.
Chávez criticou a acusação peruana e pediu ao Executivo do país para “não cair na provocação” de fazê-la sem provas.
“Fomos acusados de tudo e esperamos que o Governo do Peru não se deixe levar pela provocação”, declarou Chávez em um encontro com a imprensa estrangeira em Caracas, no qual se mostrou disposto a “esclarecer qualquer dúvida” à Administração do presidente peruano, Alan García.
O dirigente venezuelano lembrou que “o Peru não é parte” da Alba, integrada por Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Cuba, e promovida por Chávez em contraposição à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) impulsionada pelos Estados Unidos.
Chávez considerou que Lima deveria “investigar” se o fato de que “uma pessoa ou um movimento abrir uma casa e a chamar de casa da Alba constitui uma ação golpista e desestabilizadora de fatores internos” que atentariam contra o próprio Governo peruano.
“Aquele que disser que estou apoiando algum movimento interno, será desmentido”, sustentou Chávez, ao rejeitar a suposta vinculação de Caracas com as casas da Alba peruanas.
O ministro da Defesa peruano, Ántero Flores-Aráoz, assegurou em 17 de março que a ingerência “chavista” em seu país é notória, embora tenha admitido que ainda não existem provas sobre o financiamento venezuelano às polêmicas casas da Alba.
Além disso, o presidente do Peru comemorou, em 13 de março, a decisão de seu Congresso de investigar as casas da Alba, cuja infiltração estrangeira na política nacional foi considerada “evidente”.
Desde o surgimento das casas da Alba, vários integrantes do Executivo peruano, entre eles o primeiro-ministro Jorge del Castillo, denunciaram uma intromissão venezuelana nos assuntos internos do Peru, o que foi negado por Caracas.