Os ministros das Relações Exteriores dos países ibero-americanos discutirão hoje a situação política em Honduras e o processo eleitoral nesse país centro-americano, informaram à Agência Efe fontes oficiais brasileiras.
“Houve um acordo para que o assunto seja tratado em nível de chanceleres”, disse o secretário-geral das Relações Exteriores americano, Antonio Patriota, que participa da Cúpula Ibero-Americana, em Estoril, em representação ao chanceler Celso Amorim.
O diplomata explicou que o acordo para que seja discutida a situação em Honduras foi alcançado durante a última reunião de coordenadores, na qual foram preparados os documentos da Cúpula Ibero-Americana, que serão analisados hoje mesmo os ministros e que na segunda e terça-feira debaterão os chefes de Estado e de Governo.
Patriota indicou que, ainda quando “alguns países” pediram, não foi colocada a possibilidade de que a Cúpula Ibero-Americana se pronuncie sobre as eleições que acontecem hoje em Honduras, através de comunicado.
Fontes consultadas pela Efe afirmaram que existem pressões para que a Cúpula Ibero-Americana emita um comunicado sobre o processo eleitoral em Honduras, que muitos países da comunidade consideram “ilegítimo”, porque foi convocado, sem que antes fosse restituído no cargo o deposto presidente Manuel Zelaya.
As pressões nesse sentido seriam lideradas por Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, entre outros países da chamada Alternativa Bolivariana das Américas (Alba).
Outras fontes consideraram “muito difícil” que a cúpula possa modelar uma posição sobre as eleições em um documento, pois assim como alguns países consideram “ilegítimo” o processo eleitoral nessa nação centro-americana, outros estão inclinados a reconhecer o Governo que sair do pleito.