“As quatro visitas do presidente Hugo Chávez à China (1999, 2001, 2004 e 2006) permitiram fortalecer a relação integral entre um país emergente da Ásia, e outro independente e soberano da América Latina dentro do mundo multipolar que começa a surgir”, afirmou.
Sem anunciar uma data para a quinta visita de Chávez à China, Maduro destacou que em suas reuniões durante sua visita oficial com seu colega chinês, Yang Jie Chi, e o membro do Politburo do Partido Comunista da China (PCCh), Li Changchun, entre outros, foi decidido aumentar os contatos.
Hoje, Maduro também se reuniu com o diretor de Relações Internacionais do PCCh, Wang Jia Hui, e o vice-ministro do Conselho de Estado para a luta contra a pobreza, Wang Guoliang.
“É uma visita intensa com dirigentes do governo e do PCCh para a avaliação integral de uma relação na qual se ampliaram os assuntos de cooperação transformando a aliança estratégica em estreita e profunda”, destacou.
Uma parte da cooperação com a China é a energética, “que vai muito bem”, segundo Maduro: “Há 4 anos não vendíamos uma gota de petróleo e hoje vendemos 350 mil barris diários para atingir o milhão de barris diários na próxima década”, analisou.
A cooperação tecnológica em prospecção do petróleo torna a aliança estratégica estabelecida por Chávez e Hu em “segura e confiável”. Em breve chegarão à Venezuela as duas primeiras brocas construídas na China, e que disponibilizarão ao país latino-americano a tecnologia para fabricá-las.
Mas, o chanceler destacou que há ainda entre os dois países uma aliança agroalimentar para adquirir conhecimentos tecnológicos agrícolas chineses, além de “uma concordância e identidade nos grandes temas internacionais com o surgimento do mundo multipolar. A partir de 2008 elaboraremos um plano integral de cooperação cada vez mais amplo”, diz Maduro.
“Existe um empenho permanente de Chávez e Hu para avançar na aliança estratégica”, acrescentou. Diante da proposta que o presidente Chávez apresentará na cúpula de Chefes de Estado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Riad nos dias 17 e 18 deste mês, o chanceler destacou que já existe um modelo de integração energética na América Latina de ajuda os países mais pobres.
“A Petrocaribe conta com a participação de 14 países com uma fórmula pela qual países muito atingidos pela crise do capitalismo podem ter acesso ao combustível com condições de pagamento muito favoráveis, de preço solidário. Depois uma porcentagem da fatura será investida neles para melhorar a situação econômica”, destacou.
“A experiência da Petrocaribe nos convence que é possível que países com capacidade energética podem ajudar outros mais pobres de forma solidária. O presidente fará em Riad uma proposta que seguramente será debatida no marco da cúpula da Opep”, concluiu.