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Mundo

Chanceler venezuelano chama de louco ministro de Defesa colombiano

Arquivo Geral

28/11/2009 0h00

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, respondeu hoje ao ministro colombiano de Defesa, Gabriel Silva, ao que chamou “franco-atirador louco” e que “mente” quando justifica sua ausência na reunião do Conselho de Defesa da Unasul em Quito.

Segundo Maduro, a justificativa de Silva de que não assistiria à reunião para evitar eventuais “insultos” é falsa, já que a reunião do Conselho de Defesa sul-americano se desenvolveu “em alto nível e com muito respeito”.

“O ministro de Defesa da Colômbia ficou na Colômbia e como um franco-atirador louco, irresponsável, começou a disparar desde Bogotá. Por que não veio aqui dizer essas coisas?”, reivindicou o chanceler venezuelano, após insistir em que a União é o “espaço natural” para definir as controvérsias.

Segundo Maduro, as declarações efetuadas por Silva buscam manchetes de imprensa “para tapar” o que considerou um “erro garrafal” de não assistir à reunião da Unasul.

O venezuelano acrescentou que na reunião se resolveram assuntos importantes para a região em matéria de Defesa, porque se delineou a “estrutura central de um documento que poderia ser o início de uma doutrina de segurança e de paz para a América do Sul”.

Além disso, disse que os delegados consultarão em seus Governos propostas que foram tratadas hoje em Quito, para ver se serão incorporadas ao documento central da reunião.

Entre esses temas mencionou “declarar e construir um território de paz” na América do Sul, “livre de bases militares estrangeiras”, assunto ao que a delegação colombiana se opôs, acrescentou.

Maduro também disse que em Quito se propôs que os países da Unasul se oponham ao uso de armas nucleares e ao trânsito e depósito de resíduos atômicos na região, assim como que se proíba a presença desse tipo de armamento nas bases estrangeiras que operem em território sul-americano.

Além disso, o chanceler venezuelano disse que por iniciativa de seu país se colocou que a Unasul acompanhe um processo de pacificação na Colômbia, cujo conflito interno é “a única guerra” que subsiste na América Latina, que já leva mais de 50 anos.

“Os demais conflitos foram resolvidos” por vias pacíficas, sobretudo na década de 1970, lembrou Maduro ao assinalar que sua proposta é “uma iniciativa de paz” e de apoio ao processo de pacificação na Colômbia, que implica a primazia do diálogo e a convivência pacífica.

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