O ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, anunciou hoje que renunciará se, como recomendou ontem a Polícia à Promotoria do Estado, for acusado por um caso que inclui suspeitas de suborno e lavagem de dinheiro.
Em entrevista coletiva convocada em caráter de urgência, Lieberman defendeu sua inocência e se aventurou a prever que dentro de dois anos seguirá à frente da diplomacia israelense e de seu partido, o ultradireitista Yisrael Beiteinu (Israel é a Nossa Casa).
“Revisei tudo o que passou e tudo sobre o que me foi perguntado. Estou satisfeito com o que fiz. Se tivesse que fazê-lo, faria exatamente o mesmo. Faria tudo de novo, se me dessem a oportunidade”, disse.
Lieberman convocou a entrevista coletiva um dia depois que a Promotoria do Estado recomendou processá-lo por fraude, suborno, lavagem de dinheiro, assédio a testemunhas e obstrução à justiça.
Uma fonte policial disse que a investigação ao chanceler israelense está “praticamente concluída” e que se puderam recolher provas suficientes que apóiem sua acusação pelos delitos citados.
O caso foi transferido ao Procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz, que manteve uma série de reuniões com os responsáveis pela investigação policial, assim como com os detetives da unidade de fraude que trabalhou com o caso.