“Podemos confirmar que houve dois mortos”, disse o ministro hondurenho do novo Governo, em uma entrevista à emissora colombiana “Caracol Radio”, na qual afirmou também que existe “a certeza de que não foi a Polícia”.
Em declarações à rádio “Cooperativa”, do Chile, Ortez disse que “a Polícia não fez nenhum disparo, mas, entre os próprios grupos antagônicos, houve um disparo”, acrescentando que “tudo está em ordem” em seu país.
“Não há nenhuma responsabilidade das forças de segurança”, disse Ortez, que, no entanto, admitiu que “há dez feridos e, infelizmente, dois mortos”.
Os incidentes aconteceram ontem no aeroporto de Tegucigalpa, aonde milhares de pessoas foram receber Zelaya, que tentou – sem sucesso – retornar ao país, uma semana após ter sido derrubado e expulso do país pelos militares.
“Zelaya foi presidente (…) e não vai entrar no território. Porque eles tinham um plano, até onde sei eu, que era aterrissar em terra hondurenha, fazer uma chamada à comunidade internacional e pedir que as Forças Armadas da Venezuela entrassem no país”, acrescentou.
Ortez acrescentou que essa situação teria levado a uma “confusão muito grande” em seu país.
“Teríamos tido que recorrer às armas para defender a soberania nacional”, advertiu.
Acrescentou também que há fotos aéreas que provam que o Exército da Nicarágua fez mobilizações na fronteira, mas, após uma solicitação “cordial”, interromperam esses movimentos.
“Só há uma coisa que não é negociável: o retorno do ex-presidente Zelaya”, disse.