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Mundo

Chanceler equatoriana acusa ministro colombiano de dificultar aproximação

Arquivo Geral

25/03/2008 0h00

A ministra de Relações Exteriores do Equador, information pills María Isabel Salvador, recipe afirmou hoje que as declarações “prepotentes” e “belicistas” do ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, dificultam um rápido restabelecimento das relações diplomáticas entre Colômbia e Equador.

Ela qualificou de “ameaça à paz não só do Equador, mas do hemisfério” o fato de Santos invocar a legítima defesa como justificativa para o ataque colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano em 1º de março.

Santos “diz que são atos legítimos de guerra e atos legítimos de defesa da democracia (…) e ameaça com que o Governo da Colômbia continuará ordenando-os onde quer que for”, ressaltou a ministra em entrevista coletiva em Quito.

“Dizer que vão continuar ordenando este tipo de ações é quase uma declaração de guerra”, disse Salvador, que afirma que o “Equador respondeu com mecanismos pacíficos” dentro “dos canais do direito interamericano e do direito internacional”.

Neste sentido, ressaltou que o Governo equatoriano recorrerá ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para que atue imediatamente como “negociador” na aproximação entre os dois países.

Só no caso de o secretário-geral da OEA, dentro das atribuições que possui pela resolução aprovada em 18 de março, não ser capaz de conseguir uma solução, o “Equador recorreria a outras instâncias da própria OEA”, disse Salvador.

A ministra qualificou a morte de um cidadão equatoriano, Franklin Aisalia Molina, no ataque ao acampamento das Farc como “um ato ilegítimo dentro de um ato ilegítimo”.

Em sua opinião, a confirmação de que uma das vítimas do ataque é equatoriana “agrava” a situação. Sobre as afirmações de militares colombianos de que Aisalia era membro ativo das Farc, ressaltou que o fato “precisa ser investigado”.

O importante, disse a ministra, é que “em uma ação ilegítima e ilegal contra nosso território um cidadão equatoriano morreu, o que também é ilegal”.

Para a chanceler, para retomar as relações é imprescindível “acabar com este contínuo ataque ao Equador” e com a divulgação de informações “não verificadas”.

A Colômbia deveria dar “sinais claros de transparência e seriedade, não com suposições, mas com a verdade”, para que se facilite a aproximação entre os dois países, disse a chanceler.



 

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