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Mundo

Chanceler diz que Venezuela está preparada para "guerra econômica" com EUA

Arquivo Geral

12/02/2008 0h00

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, unhealthy disse hoje que “os venezuelanos estão preparados, advice treinados e fortes” para a “guerra econômica” que, segundo Caracas, foi declarada pelo Governo dos Estados Unidos por meio de “agentes” como a petrolífera Exxon Mobil.

“Essa petrolífera está tentando afetar nossos interesses. Os venezuelanos estão preparados, treinados e fortes para enfrentar qualquer arremetida do império, especialmente nestes últimos meses que restam ao Governo de George W. Bush”, afirmou Maduro.

A declaração do chanceler ocorre um dia depois que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou cortar o fornecimento de petróleo aos EUA, ao comentar o congelamento de ativos da estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) conseguida pela Exxon Mobil em tribunais dos EUA, Reino Unido e Holanda.

“Ao império americano falo, porque ele é o amo (da Exxon). Continuem, e os senhores verão que não lhes enviaremos uma gota de petróleo”, disse Chávez, que chamou os integrantes da multinacional norte-americana de “bandidos e ladrões imperialistas”.

“Caso os senhores cheguem de verdade a congelar os fundos; caso nos prejudiquem, nós vamos revidar, interrompendo os envios de petróleo aos EUA”, reiterou.

Esse congelamento de ativos da PDVSA já afeta US$ 300 milhões em contas em Nova York, o que a teria obrigado hoje a pedir a seus compradores de petróleo que efetuem os depósitos respectivos na Suíça, segundo versões que a estatal ainda não confirma oficialmente.

“Nos nove anos do Governo de Chávez, marcados por reiteradas disputas com Washington, construímos um povo consciente, alerta, que não se deixa intimidar”, acrescentou Maduro.

“Hoje a Venezuela é independente, soberana e aponta para o socialismo do século XXI, empenho que tem um oponente muito poderoso, o clã governado pelos Estados Unidos, que não descansou nem descansará enquanto não conseguir desestabilizar nosso país, e nos transformar novamente em uma colônia petrolífera”, afirmou.

A companhia petrolífera norte-americana obteve um apoio judicial de primeira instância para congelar ativos da PDVSA no valor de até US$ 12 bilhões, como forma de indenização por sua exclusão forçada da exploração de petróleo em uma região da Venezuela.

A suspensão das exportações de petróleo aos Estados Unidos, que compreendem cerca da metade da produção diária da Venezuela, é uma ameaça que Chávez já lançou em outras ocasiões.

O conflito com a Exxon começou no ano passado, quando a PDVSA formou empresas mistas com multinacionais e outras petrolíferas privadas que exploram a rica Faixa Petrolífera do Orinoco, na Venezuela, para ficar como sócia majoritária.

A estatal se associou a uma dúzia de petrolíferas, e com várias acertou o pagamento de indenizações pela compra das ações necessárias para se tornar sócia majoritária. A Exxon e a ConocoPhillips, no entanto, não aceitaram o acordo, e entraram com pedido de arbitragens internacionais.

As medidas legais de embargo de bens da PDVSA ocorrem de maneira preventiva, para o caso de a PDVSA não aceitar pagar à Exxon a eventual compensação que poderia ser determinada pela arbitragem internacional, ainda por ser concretizada.

A ameaça de Chávez ajudou hoje a aumentar os preços do petróleo no mercado internacional.

O líder venezuelano assegura que o barril de petróleo superará os US$ 200 caso Washington “invada ou radicalize seus ataques à Venezuela”, embora analistas descartem a possibilidade de um corte efetivo das vendas venezuelanas ao país.

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