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Chanceler de Zelaya diz que diálogo em Honduras "foi definitivamente rompido"

Arquivo Geral

16/10/2009 0h00


Patricia Rodas, chanceler do presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, afirmou hoje que o processo de diálogo em Honduras “foi definitivamente rompido” na tarde de hoje pela “intransigência da ditadura” a aceitar a restituição do chefe de Estado constitucional.

“A intransigência da ditadura o fez fracassar (o diálogo) em sua parte medular, irrenunciável para o povo hondurenho, para o presidente Zelaya e para quem o acompanha nesta luta, que é a restituição do presidente”, disse Rodas em discurso na Cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) realizada na Bolívia.

Segundo a chanceler de Zelaya, “a ditadura (em referência ao Governo de Roberto Micheletti) não aceita a restituição, e o que propôs era passar à Corte Suprema os casos já iniciados”.

Mais cedo hoje, a vice-chanceler do Governo de fato, Martha Lorena Alvarado, disse em Honduras que não houve acordo sobre a restituição de Zelaya, mas que o diálogo continua.

Segundo Rodas, o resultado desse processo de diálogo é “absolutamente inaceitável” para o povo hondurenho.

“Aconteceu o que todos nós sabíamos que iria acontecer porque sabemos quem enfrentamos”, disse Rodas, que chamou os golpistas hondurenhos como o que há de “mais atrasado na sociedade latino-americana”.

“Simplesmente foram e continuam sendo os instrumentos daquelas forças que sempre tratam e tratarão de parar nossos movimentos de transformação”, opinou.

Para Rodas, o processo de resistência pacífica contra o golpe hondurenho vai se consolidar para interromper a legitimidade “de um processo eleitoral da oligarquia e de seu candidato golpista, porque ocorrerá fora da lei, em estado inconstitucional”.

Manuel Zelaya foi derrubado em 28 de junho e está refugiado na embaixada do Brasil em Honduras desde 21 de setembro, quando retornou de surpresa a Tegucigalpa.

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