“A intransigência da ditadura o fez fracassar (o diálogo) em sua parte medular, irrenunciável para o povo hondurenho, para o presidente Zelaya e para quem o acompanha nesta luta, que é a restituição do presidente”, disse Rodas em discurso na Cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) realizada na Bolívia.
Segundo a chanceler de Zelaya, “a ditadura (em referência ao Governo de Roberto Micheletti) não aceita a restituição, e o que propôs era passar à Corte Suprema os casos já iniciados”.
Mais cedo hoje, a vice-chanceler do Governo de fato, Martha Lorena Alvarado, disse em Honduras que não houve acordo sobre a restituição de Zelaya, mas que o diálogo continua.
Segundo Rodas, o resultado desse processo de diálogo é “absolutamente inaceitável” para o povo hondurenho.
“Aconteceu o que todos nós sabíamos que iria acontecer porque sabemos quem enfrentamos”, disse Rodas, que chamou os golpistas hondurenhos como o que há de “mais atrasado na sociedade latino-americana”.
“Simplesmente foram e continuam sendo os instrumentos daquelas forças que sempre tratam e tratarão de parar nossos movimentos de transformação”, opinou.
Para Rodas, o processo de resistência pacífica contra o golpe hondurenho vai se consolidar para interromper a legitimidade “de um processo eleitoral da oligarquia e de seu candidato golpista, porque ocorrerá fora da lei, em estado inconstitucional”.
Manuel Zelaya foi derrubado em 28 de junho e está refugiado na embaixada do Brasil em Honduras desde 21 de setembro, quando retornou de surpresa a Tegucigalpa.