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Chanceler da Rússia considera ‘inaceitável’ a pressão econômica sobre Cuba

Em conversa com o chanceler cubano, Serguei Lavrov classificou como “inaceitáveis” as medidas adotadas por Washington, que incluem restrições ao fornecimento de energia e petróleo

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 12h20

Foto: Nhac Nguyen/AFP

Foto: Nhac Nguyen/AFP

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, classificou nesta segunda-feira (2) a pressão econômica sobre Cuba como “inaceitável” durante uma conversa com o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, após os Estados Unidos intensificarem as medidas para asfixiar a ilha.

Rússia e Cuba fortaleceram seus laços desde que Moscou lançou sua ofensiva em larga escala contra a Ucrânia em 2022.

“O lado russo reafirmou sua posição de princípio sobre a natureza inaceitável das pressões econômicas exercidas sobre Cuba, incluindo a obstrução do fornecimento de energia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

Durante esta conversa, “foi expressado o firme compromisso de continuar fornecendo a Cuba o apoio político e material necessário”, acrescentou, sem fornecer detalhes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba após a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Na semana passada, ele assinou um decreto que lhe permite impor tarifas sobre os países que vendem petróleo para Havana.

Washington considera Cuba, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos.

No domingo, Trump afirmou que os EUA iniciaram um diálogo com o governo cubano, que, segundo ele, levará a um acordo.

O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, foi recebido recentemente em Havana pelo presidente Miguel Díaz-Canel.

Essa foi a primeira visita de um alto funcionário russo a Cuba desde a captura de Nicolás Maduro em Caracas, em 3 de janeiro.

Cuba, sob embargo econômico dos Estados Unidos, está imersa em uma profunda crise econômica há seis anos, agravada pela escassez de moeda estrangeira que limita as compras de combustível.

AFP

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