Embora a cúpula tenha tentado promover uma declaração conjunta sobre Honduras, os esforços não prosperaram. As divergências entre os países que não reconheceram a eleição do último domingo e os que apoiaram os resultados do processo eleitoral foram o principal impedimento para um acordo.
No entanto, os participantes do encontro apoiaram a declaração sobre Honduras redigida pela Presidência de Portugal, anfitrião da cúpula. O texto, apesar de condenar o golpe de Estado e apoiar a restituição de Zelaya, não faz nenhuma avaliação sobre o pleito do dia 29 de novembro.
Em entrevista coletiva, Rodas disse que esses países, aos quais não se referiu especificamente, “decidiram iniciar um processo de reconhecimento das eleições em uma aliança com Washington, de quem têm uma profunda dependência”.
Panamá e Colômbia já reconheceram o processo eleitoral e os resultados da votação. Já o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, disse ontem que tentaria convencer os outros participantes da cúpula a “reconhecer o novo Governo” hondurenho.
Segundo Rodas, durante a cúpula “só um dos presidentes mudou sua posição”. Os outros, assegurou, “se mantêm firme” em sua postura de não reconhecer as eleições.
A chanceler afirmou ainda que o que é profundamente lamentável é que essa minoria de países, “em espaços multilaterais, se mantêm em silêncio e em outros se manifestam quando vislumbram uma saída para um conflito”.
Neste sentido, destacou que as cúpulas ibero-americanas funcionam com consensos, mas disse esperar que, em “algum momento”, seja possível “democratizar eventos deste tipo para que cada um dos líderes da região possa externar claramente as posições que tem sem temer o dissenso”.
Rodas também ressaltou que é a falta de consenso “que consolida as democracias”.