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Mundo

Chanceler argentino diz que comércio com Brasil pode chegar a US$ 30 bilhões

Arquivo Geral

25/03/2008 0h00

O ministro de Relações Exteriores da Argentina, stuff Jorge Taiana, site expressou hoje sua confiança em que o comércio entre Argentina e Brasil alcance este ano os US$ 30 bilhões, US$ 5 bilhões a mais que em 2007, representando uma alta de 20%.

Taiana, após inaugurar o encontro entre empresários argentinos e brasileiros, disse a jornalistas que “as relações (bilaterais) são muito boas em geral e estão passando pelo melhor momento. O crescimento comercial é notável”.

O ministro ressaltou os US$ 25 bilhões registrados na troca comercial entre os dois países em 2007, número que, segundo Taiana, pode chegar aos US$ 30 bilhões neste ano.

“Isto é o resultado de uma valorização e uma decisão de nossas sociedades e Governos que se fortaleceu com o encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández (da Argentina). O Brasil é e será o nosso principal parceiro comercial”, afirmou.

O chefe da diplomacia argentina destacou o crescimento “sustentado” argentino, de 8,7% nos últimos cinco anos, em média, mas demonstrou preocupação com o déficit argentino na troca com o Brasil.

Taiana explicou que o principal responsável dos US$ 4,3 bilhões de déficit na balança comercial bilateral de 2007 foi a “manufatura de origem industrial”, que, contabilizada sozinha, gera um saldo negativo de “mais de US$ 7 bilhões”.

O setor automotivo fica a cargo da metade do déficit do segmento industrial, mas o ministro argentino não quis detalhar o acordo bilateral que está sendo negociado nesse campo.

Para Taiana, todo tipo de acordo deve “respeitar as normas que não se cumprem no campo internacional. Entre Brasil e Argentina, vemos sérias e grandes oportunidades de negócios e, por isso, devemos fortalecer a sinergia entre os setores público e privado. Viemos a oferecer produtos dos quais nos orgulhamos”.

Sem mencionar o problema sociopolítico na região, Taiana defendeu o “aprofundamento bilateral (de Argentina e Brasil) no Mercosul, que é uma ferramenta estratégica fundamental de integração na América do Sul e para superar dificuldades e barreiras”.

“Há vontade de integração e de avançar em um momento de crescimento elevado. Na Argentina, por exemplo, temos um dólar estável e um período longo de crescimento econômico e estabilidade elevada”.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que os dois países “não devem centrar seus esforços em pequenas coisas, com disputas na OMC (Organização Mundial do Comércio), mas em se preocupar com os problemas frente a gigantes como China e Estados Unidos”.

Os mais de cem empresários argentinos, acompanhados de funcionários do Governo central e das províncias de Buenos Aires e Chubut, terão nos dois dias de visita cerca de 400 encontros com seus colegas brasileiros em São Paulo e Minas Gerais.

As câmaras setoriais do campo de informática assinaram um acordo sobre software, da mesma forma que foi firmado outro de cooperação entre a Fiesp e a União Industrial Argentina (UIA).

Do primeiro encontro participaram o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães e os governadores argentinos Daniel Scioli, de Buenos Aires, e Mario das Neves, de Chubut.



 

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