A cidade inca de Machu Picchu foi reaberta hoje para o turismo, após passar dois meses fechada pelos danos deixados pelas chuvas torrenciais.
O ministro do Comércio Exterior e Turismo, Martín Pérez, participou hoje da reabertura da cidade, localizada na região de Cuzco, evento que também contou com a participação da atriz americana Susan Sarandon, que chegou ao Peru a convite do governo na semana passada.
Pérez explicou que a atriz ganhadora do Óscar em 1996 veio ao país com todas as despesas pagas pelo Governo peruano para promover Machu Picchu para o mundo.
Sarandon já visitou Lima e a cidade de Puno, na fronteira com a Bolívia.
O ministro detalhou que o Governo quer fazer uma campanha para convidar mais personalidades para que ajudem a promover outros destinos turísticos em paralelo a Machu Picchu.
Pérez estimou que o fechamento temporário do monumento arqueológico deixou 550 milhões de sóis (US$ 192 milhões) em perdas para o turismo em Cuzco devido a suspensão dos pacotes turísticos de 60 mil visitantes previstos para fevereiro e março.
No entanto, o ministro insistiu que esta circunstância não deve impedir que se cumpra a meta de receber 2,2 milhões turistas até o fim de ano.
A reabertura também esteve acompanhada por chuva nas primeiras horas desta quinta-feira, mas no meio da manhã apareceu o sol com a chegada dos primeiros turistas.
O acesso a Machu Picchu será feito em trens e ônibus, a partir da cidade de Cuzco, pois a ferrovia de 110 quilômetros ainda não foi totalmente reparada.
O ministro dos Transportes e Comunicações, Enrique Cornejo, explicou a “Rádio Programas del Perú (RPP)” que a rota do trem estará completamente reparada no próximo dia 30 de junho, pois as chuvas e inundações de lodo do início do ano afetaram boa parte da rota.
Os turistas que chegaram hoje a esse destino tiveram que viajar em ônibus até o distrito de Ollantaytambo, onde se encontra a estação de Piscacucho, e aí tomar o trem que vai até a estação de Águas Quentes, a poucos metros da cidade.
Cornejo acrescentou que o quilômetro 79 é “um desafio” porque “o rio e a chuva levaram 300 metros da via” e, por esse motivo, “a base dela está sendo reconstruída totalmente”.
Em época normal, Machu Picchu é visitada diariamente por dois mil turistas, número que os responsáveis da Unesco consideram próximo do limite máximo desejável, e, apesar disso, não existem planos para reduzir esse fluxo de viajantes.