O centro da capital da Geórgia amanheceu hoje praticamente ocupado pelas forças de segurança depois que na quarta-feira à noite o presidente georgiano, viagra order Mikhail Saakashvili, viagra order impôs o estado de exceção por 15 dias em todo o país.
A avenida Rustaveli, a principal da cidade, amanheceu sitiada por policiais e militares, enquanto poucos pedestres eram vistos na via.
Soldados do Ministério do Interior desarmados estavam posicionados nas calçadas a uma distância de entre 30 metros e 50 metros de cada uma, mas permitiam que as pessoas passassem.
As duas estações do metrô localizadas nos extremos da avenida, onde ficam as sedes do Legislativo e do Executivo, foram fechadas ao público. O resto do sistema funcionava normalmente.
Os únicos sinais dos violentos confrontos registrados na quarta-feira eram pedras e pedaços de paus nas calçadas. Os choques colocaram em lados opostos manifestantes e policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e carros lança-água para dissolver o protesto da oposição, que exigia a renúncia de Saakashvili.
A Universidade do Estado e o Instituto de Pedagogia estavam praticamente desertos: por ordem das autoridades, as aulas foram suspensas até segunda-feira em todos os estabelecimentos de ensino do país, inclusive nos jardins de infância.
Com o estado de exceção, a censura foi implantada sobre a imprensa do país, menos na televisão pública, o único meio autorizado pelo Governo a divulgar notícias.
Emissoras de televisão e de rádio se limitam a transmitir programas musicais, educativos e de entretenimento.
“Nunca pensei que podiam tratar o povo assim. Vi a dissolução do comício pela televisão. Estou muito preocupada”, disse à Agência Efe a aposentada Bela, de 68 anos.
Em meio a este panorama, o deputado governista Mikhail Machavariani, vice-presidente do Parlamento da Geórgia, anunciou na televisão pública que hoje à tarde a presidente do Legislativo, Nino Burjanadze, deve se reunir com representantes da oposição para discutir a situação.
No entanto, a ex-ministra de Assuntos Exteriores e um dos líderes opositores Salomé Zourabichvili disse, também na TV pública, que não recebeu qualquer convite para diálogo que possibilite buscar uma solução de compromisso à crise.
O vice-presidente do comitê parlamentar de Defesa e Segurança, Nikoloz Rurua, afirmou que as autoridades não conversarão com os dirigentes de oposição envolvidos em negociações com a Rússia.
No dia anterior, ao anunciar a instauração do estado de exceção, o presidente Saakashvili afirmou que a Geórgia tem “provas das atividades subversivas dos serviços secretos russos em território georgiano” e acusou Moscou de estar por trás das manifestações que pediam sua renúncia.
O Governo georgiano também declarou três diplomatas russos como “persona non grata”. Eles serão obrigados a sair do país nos próximos dias.
Segundo a Constituição georgiana, o decreto presidencial que implanta o estado de exceção deve ser ratificado em até 48 horas pelo Parlamento. Caso contrário, deixa de valer.
“Acreditamos que amanhã e depois de amanhã a situação se acalmará e não haverá necessidade de ratificar o decreto”, disse Machavariani em seu discurso na televisão pública.
Os protestos em Tbilisi tiveram início na sexta-feira da semana passada sob o lema “Geórgia sem presidente” e com três exigências: eleições parlamentares no segundo trimestre de 2008, formação da Comissão Eleitoral Central sobre bases paritárias e liberdade para os presos políticos.
Depois que Saakashvili anunciou que não pretendia ceder perante a oposição, as exigências se reduziram a uma: a renúncia do presidente.