Centenas de árabes israelenses (palestinos que ficaram no país após sua criação em 1948) se manifestaram hoje na Galiléia para comemorar o 9º aniversário da Segunda Intifada e denunciar a discriminação que sofrem em Israel.
A jornada de protestos foi convocada pelo Comitê Supremo de Acompanhamento de assuntos árabes e lembrou a morte de 13 árabes israelenses pela ação das Forças Armadas de Israel no dia 1º de outubro de 2000, ano em que se declarou a Segunda Intifada.
O movimento, que gerou violentos confrontos entre israelenses e palestinos, ocorreu em um contexto marcado pela retirada de Israel do sul do Líbano, pela disputa de influência entre as facções palestinas do Fatah e do Hamas e pelo desagrado de parte da população israelense em relação às concessões feitas pelos acordos de Camp David (julho de 2000) e da Conferência de Taba (2001).
A manifestação de hoje saiu do cemitério do município de Arrabe, onde está enterrada a maioria dos árabes mortos na época, e terminou no de Sajnin, ambos na região da Galileia (noroeste de Israel).
Os 800 participantes, segundo números da Polícia israelense, que chegaram a milhares pelos cálculos dos organizadores, levavam bandeiras palestinas e de diferentes grupos políticos, como o Movimento Islâmico ou o Partido Comunista.
A Polícia reforçou a segurança nas comunidades árabes próximas ao percurso da manifestação que, segundo informou à Agência Efe o porta-voz Miki Rosenfeld, transcorreu sem incidentes.
Além de comemorar o começo da Segunda Intifada a convocação teve o objeto de protestar diante da “intensificação do racismo oficial e extra-oficial contra a comunidade palestina em Israel e o bloqueio à Faixa de Gaza”, segundo os organizadores.