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CE envia 2 analistas e diz que não há tempo para missão eleitoral em Honduras

Arquivo Geral

12/11/2009 0h00

A Comissão Europeia (CE) disse hoje perante o plenário do Parlamento Europeu que “não resta tempo” para enviar uma missão de observação eleitoral europeia às eleições presidenciais “chave” de Honduras e que acontecem no dia 29, mas indicou que já destinou a dois analistas ao país para que sigam o processo.

Esses dois analistas têm a missão de informar sobre a realização das eleições e aconselhar à Comissão sobre possíveis medidas após o pleito, explicou a comissária europeia de Comércio, Catherine Ashton, durante um debate na Eurocâmara sobre a situação política em Honduras.

“Devemos assegurar-nos que nosso papel nas eleições é o correto”, indicou.

“Não resta tempo para enviar uma missão de observação eleitoral, mas a UE enviou no dia 9 de novembro dois analistas eleitorais por um período de cinco semanas, com o mandato de informar dos aspectos do processo eleitoral e para aconselhar sobre possíveis ações para após o pleito”, destacou.

Nesse sentido, acrescentou que, “se a situação política permite mais ações para apoiar o processo eleitoral”, a Comissão também prevê um apoio financeiro ao Tribunal eleitoral em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, assim como à Organização dos Estados Americanos (OEA).

A comissária lembrou que o Congresso hondurenho ainda não se pronunciou sobre a restituição de Zelaya, “o que fortaleceria o reconhecimento da legitimidade das eleições de 29 de novembro, o elemento-chave para sair da crise”.

“Tomamos esta crise muito a sério, já que representa um passo atrás em termos democráticos não só para Honduras e o resto da América Central, mas para a totalidade da América Latina”, concluiu, e garantiu aos parlamentares que a CE vai deliberar com todos os membros europeus para tomar as “medidas necessárias” para que a normalidade volte o mais rápido possível ao país.

O Parlamento Europeu se mostrou dividido sobre a legitimidade das próximas eleições, com o grupo majoritário na Câmara, o Partido Popular Europeu, a favor do envio de observadores europeus junto a outras formações como a dos Conservadores e Reformistas, enquanto socialistas, liberais, Verdes ou de Esquerda Unida diferiram.

O eurodeputado popular Carlos Iturgáiz disse que as eleições presidenciais em honduras foram convocadas há “16 meses” e que os magistrados do Tribunal eleitoral foram nomeados antes de 28 de junho, ainda “sob mandato de Zelaya”.

Por sua parte, o socialista Luis Yáñez advogou por não enviar uma missão porque, na sua opinião, o pleito “adoece de legitimidade de origem e seus resultados não devem ser aceitos pela comunidade internacional”.

A europarlamentar liberal Izaskun Bilbao assegurou que “não há condições democráticas para realizar eleições”, enquanto a francesa dos Verdes Catjerine Greze insistiu em que “não podem celebrar-se eleições organizadas por uma ditadura ilegal”.

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