Os quatro homens acusados de conspiração no chamado “caso da mala” compareceram nesta segunda-feira a um tribunal em Miami, pill mas só um foi à audiência, information pills enquanto o Governo argentino afirmou que vai mostrar aos Estados Unidos seu mal-estar com o envolvimento da presidente Cristina Fernández no escândalo.
Durante a audiência desta segunda-feira, what is ed o juiz William Turnoff deu um prazo de 48 horas para que a Promotoria apresente mais provas. Caso isso não aconteça, ele concederá a liberdade mediante pagamento de fiança ao uruguaio Rodolfo Edgardo Wanseele Paciello.
Paciello e três venezuelanos são acusados de conspirar para atuar como agentes ao serviço da Venezuela, em conexão com o empresário Guido Antonini Wilson, procurado pela Argentina por tentar introduzir sem declarar US$ 800 mil no país, em agosto.
O uruguaio e os venezuelanos Carlos Kauffmann e Frankin Durán (empresários do setor de petróleo), e Moisés Maionica foram detidos dia 11 de dezembro pelo FBI. O quinto acusado, Antonio José Canchica Gómez, está foragido.
Antonini viajou a Buenos Aires num avião fretado pela Energia Argentina (Enarsa) com diretores da empresa e também da companhia petrolífera Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), ambas estatais, às vésperas de uma visita à Argentina do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Dias depois, a justiça argentina pediu a extradição do venezuelano Antonini, liberado em Buenos Aires horas depois de ser descoberto com a mala. Ele foi acusado de contrabando de dinheiro, mas continua nos EUA, onde mora.
O Governo dos EUA diz que o assunto é só “um caso policial” e que as relações com a Argentina são “normais”.
Graças a uma conversa gravada entre Antonini e um dos detidos, a Promotoria descobriu que os US$ 800 mil estavam destinados à campanha eleitoral de Cristina Fernández. Mas o Governo argentino rejeita a denúncia.
Além disso, a audiência de hoje revelou que dois dos acusados, cujas identidades a Promotoria não informou, ofereceram a Antonini US$ 2 milhões para guardar silêncio sobre a origem do dinheiro confiscado em Buenos Aires.
O Governo argentino acusou os EUA de montar uma “operação de inteligência” e reivindicou a extradição do empresário, que também tem nacionalidade americana.
O chanceler argentino, Jorge Taiana, convocou o embaixador americano em Buenos Aires, Earl Wayne, para uma reunião nesta terça-feira. No encontro, o argentino vai expressar seu mal-estar com a acusação sobre a campanha de Fernández.
Além disso, a juíza argentina Marta Novatti pediu à Interpol que solicite informação a seu escritório nos EUA sobre as declarações dos detidos e envie ao país as “provas” de que dispõe para anexar à acusação.
Os promotores María Luz Rivas Diez e Mariano Borinsky também enviarão de “forma iminente” um precatório à Promotoria dos Estados Unidos para “confirmar” os dados obtidos pela Justiça americana.
Hugo Chávez negou hoje que os detidos sejam “agentes” de seu Governo. Ele acusou o “império” de tentar “prejudicar” a Venezuela e a Argentina e o processo de integração regional.
Segundo o presidente venezuelano, a “grande mentira” de que os dólares levados por Antonini seriam para financiar a campanha de Fernández serve para os EUA “pressionar a presidente” da Argentina para se afastar da Venezuela.
O chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, aderiu à posição da Argentina e tachou de “esquema armado com fins políticos” a detenção dos quatro homens. Para ele, é “assombroso” e “insólito” que o Departamento de Justiça dos EUA tenha “demorado cinco meses” para detectar que os detidos eram “agentes” do Governo de Chávez.
Os quatro acusados comparecerão no dia 28 de dezembro a um tribunal para declarar se eles são culpados ou inocentes das acusações.