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Casas de apostas e cassinos ingleses poderão anunciar na TV

Arquivo Geral

01/09/2007 0h00

Pela primeira vez no Reino Unido, page os cassinos, cost jóqueis-clube e sites de aposta poderão, a partir de hoje, veicular anúncios em rádio e televisão, graças à entrada em vigor de uma nova lei.

A nova legislação sobre apostas, segundo o Governo britânico, tem como objetivo aumentar a regulação do setor e proteger os menores de idade e os grupos populacionais mais vulneráveis. Porém, para os críticos, o pacote facilitará o acesso aos jogos de azar e normalizará uma atividade que vicia.

A lei em vigor desde este sábado, que substitui outra aprovada em 1845, abrange praticamente todos os tipos de aposta, inclusive as que são feitas pela internet, mas não a loteria nacional.

De acordo com a nova legislação, para atuarem, os operadores de apostas no Reino Unido terão que atender a todas as exigências de um órgão regulador recém-criado, a Comissão de Apostas. Do contrário, receberão multas pesadas e ainda poderão ser processados.

O pacote de medidas implementado hoje permite ainda a criação de mais cassinos regionais e suaviza algumas restrições impostas até agora a esses estabelecimentos, como a necessidade de os apostadores serem sócios deles.

Além disso, a nova lei permite que as casas de apostas funcionem o ano todo, e não só no verão, desde que, para isso, tenham a devida permissão das autoridades locais.

Os operadores desses estabelecimentos e os sites de apostas também serão obrigados a fornecer a seus clientes um telefone de ajuda a viciados em jogo e a treinar seus empregados para identificarem possíveis jogadores patológicos.

A nova lei determina ainda que 6.000 máquinas caça-níqueis sejam retiradas de locais como lanchonetes, nos quais os menores poderiam jogar sem supervisão.

Na opinião do ministro dos Esportes, Gerry Sutcliffe, a legislação dá às autoridades poderes “sem precedentes” para garantir o desenvolvimento da atividade dentro da lei.

Mas o movimento internacional Exército da Salvação diz que a lei apenas normaliza e facilita uma atividade que, embora inofensiva para muitos, pode viciar e ter “conseqüências devastadoras” para outras pessoas.

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