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Mundo

Casal que entrou em jantar na Casa Branca enfrenta problemas deste então

Arquivo Geral

07/12/2009 0h00

Quando Michaele e Tareq Salahi burlaram a segurança e entraram em um exclusivo jantar da Casa Branca sem convite algum, há poucos dias, jamais imaginariam que, em vez de fama, teriam que enfrentar as autoridades por causa de seus turbulentos passados.

No momento, o casal está no centro das investigações do Congresso, da Casa Branca e do Serviço Secreto, depois que entraram sem convite em um jantar de Estado no dia 24 de novembro.

Os Salahi não estiveram presentes em uma audiência na quinta-feira, no Congresso, que exige uma explicação sobre ocorrido, e insistem em que foram convidados ao jantar de Estado em homenagem ao primeiro-ministro de Índia, Manmohan Singh, – que estava nos Estados Unidos na ocasião – e que entregaram toda a informação pertinente ao Serviço Secreto.

O casal de intrusos, que hoje foi tema na cadeia de notícias “CNN”, não só burlou a segurança, mas conseguiu fotografar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; o vice-presidente, Joe Biden; e o chefe de Gabinete, Rahm Emmanuel.

Alguns congressistas ressaltaram que algo grave poderia ter acontecido se fosse um casal de terroristas.

O escândalo sobre o lapso na segurança da mansão presidencial – conhecida por ser uma verdadeira fortaleza – caiu para o lado do Serviço Secreto, que permitiu o acesso a eles, apesar de não estarem na lista oficial de convidados.

A pior parte, no entanto, é agora enfrentada pelos Salahi, que continuam nos jornais desde o incidente.

Os Salahi, também no olho de uma disputa familiar por um vinhedo na Virgínia (EUA), são objeto de brincadeiras nos principais programas de comédia, como o “Saturday Night Live”.

Assim, o público se inteirou de todas as “roupas sujas”, problemas legais e dívidas do casal, que organiza eventos e frequenta festas e coquetéis da alta sociedade americana e que agora ficou marcado pela imagem de serem oportunistas.

Na quinta-feira, o Governo do condado de Montgomery (Maryland, EUA), que administra as vendas de licor por atacado em sua jurisdição, apresentou um processo contra os Salahi, que tinham comprado vinhos e cervejas para um evento de caridade que organizaram em maio.

Aparentemente, o cheque que entregaram no valor de US$ 24 mil não tinha fundos, e embora o casal tenha devolvido mais de US$ 10 mil em mercadoria, ainda deve ao Condado mais de US$ 13 mil.

Enquanto isso, Tareq Salahi teve que deixar como penhor em um tribunal da Virgínia, na semana passada, um prezado relógio Patek Phillipe, para pagar uma dívida de US$ 2 mil por serviços de jardinagem, que inclui os custos legais para resolver o litígio.

Mas seus problemas não param por aí. As autoridades da Virgínia também investigam as atividades de arrecadação de fundos em um torneio de pólo, organizado pelos Salahi para sua fundação sem fins lucrativos “Journey for the Cure”.

Existem, além disso, relatórios que colocam em dúvida as afirmações de Michaele de que tenha sido, em algum ponto de sua vida, líder de torcida do time de futebol americano Redskins.

“Nossas vidas foram destruídas”, se queixaram os Salahi em um programa da “NBC” na semana passada, em sua única aparição pública após o incidente.

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