As duas partes do julgamento sobre o roubo de uma bebê de pais desaparecidos na última ditadura militar na Argentina apelarão da decisão judicial que condenou hoje o casal que ficara com a criança, viagra approved hoje com 30 anos, this e a responsável pela denúncia contra seus pais de criação.
O advogado Tomás Ojea, there que representa a jovem María Eugenia Sampallo, a primeira a se apresentar queixa em um processo deste tipo – qualificou de “histórica” a decisão judicial, mas apontou que recorrerá da sentença porque a condenação foi “pequena”.
A Promotoria pediu 25 anos de prisão para os três acusados no julgamento iniciado no Tribunal Oral Federal de Buenos Aires desde 19 de fevereiro deste ano.
Osvaldo Rivas e María Cristina Gómez Pinto receberam hoje uma pena de oito e sete anos de prisão, respectivamente, enquanto o militar Enrique Berthier terá de cumprir dez anos de prisão.
Os três foram declarados culpados de ocultação de uma menor, além do delito de retenção da mesma para o casal e de falsificação de documento público para Rivas e Berthier.
O advogado do militar, Alejandro Macedo, ficou satisfeito que o tribunal responsável pelo processo “tenha demonstrado bom senso suficiente nas atuais condições políticas”, fazendo referência ao impulso que o Governo argentino dá aos pareceres por delitos de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura (1976-1983).
No entanto, anunciou sua intenção de recorrer da sentença e indicou que na segunda-feira pedirá a libertação de seu cliente por considerar que está em condições de obtê-la depois de ter permanecido cinco anos e oito meses detido.
María Eugenia Sampallo, filha dos desaparecidos Mirta Barragán e Leonardo Sampallo, foi entregue por Berthier ao casal Rivas-Gómez Pinto, que a registraram como filha legítima com o nome de María Eugenia Violeta Rivas e com data de nascimento de 8 de maio de 1978.
A jovem cortou sua relação com o casal em 1999 e dois anos depois conheceu sua verdadeira identidade graças às Avós da Praça de Maio.
“Para nós é histórico que os três acusados tenham sido condenados por subtração (de menores) após tudo o que sofreu María Eugenia”, afirmou Ojea aos jornalistas na saída da audiência.
O advogado da responsável pela ação assegurou que apesar do “êxito” pela condenação, os acusados “merecem penas muito maiores”.
O promotor, Felix Crous também disse que após analisar os fundamentos da sentença, que o mais provável é que apresente uma apelação.
O vice-presidente das Avós da Praça de Maio, Rosa Roisinblit, qualificou a sentença de “muito lamentável”.
“Comprovamos que o seqüestro de uma criança na Argentina não é um delito maior, porque seis ou sete anos de detenção pelo que fizeram, pelo tanto que maltrataram María Eugenia, é uma condenação apenas morna”, assegurou aos jornalistas.
A militante da organização de direitos humanos, cujos advogados comandaram a defesa de Sampallo, também se posicionou a favor da apelação, “porque não pode ser que com tanto mal que fizeram tenham tão pouco castigo”.
Segundo os organismos de direitos humanos, durante a última ditadura militar foram roubados 500 bebês e houve 30 mil desaparecidos frente aos 18 mil que marcam os registros oficiais.