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Mundo

Casa Branca reitera que quer congelamento dos assentamentos judaicos

Arquivo Geral

10/11/2009 0h00

A Casa Branca reiterou hoje, horas antes de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunir com o presidente americano, Barack Obama, que quer o congelamento dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos.

Em sua entrevista coletiva diária, o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que “durante décadas, a política americana tem sido de que não haja mais assentamentos e mantemos essa política”.

Segundo Gibbs, recentes declarações da secretária de Estado, Hillary Clinton, receberam “uma cobertura midiática desproporcional, mas não refletem uma política diferente da Administração”.

Em outubro, Hillary elogiou uma proposta de Netanyahu para limitar, mas não congelar, a expansão dos assentamentos israelenses, e assegurou que se tratava de uma medida “sem precedentes”, algo que causou um grande mal-estar entre os palestinos e os países árabes.

Após chegar à Casa Branca, Obama insistiu em que Israel devia congelar os assentamentos como sinal de boa vontade antes de retomar as conversas de paz.

Porém, em reunião com Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Nova York, em setembro, o presidente americano disse que essa medida não seria uma pré-condição para as negociações.

O processo de paz se encontra estagnado, apesar dos pedidos pessoais de Obama para retomar as negociações.

O primeiro-ministro israelense está em Washington em uma visita particular para participar do congresso das federações judaicas da América do Norte.

Em discurso no evento, Netanyahu fez hoje um pedido para reiniciar imediatamente as negociações de paz com os palestinos, mas insistiu em que não deve haver a imposição de condições prévias.

O primeiro-ministro não fez novas ofertas no que diz respeito aos assentamentos judaicos, mas destacou sua oferta para limitar a expansão dessas colônias e assegurou que “nenhum Governo israelense esteve tão disposto a limitar as atividades dos assentamentos como parte de um esforço para retomar as negociações de paz”.

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