O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, antecipou hoje que o relatório preliminar que será apresentado amanhã será “muito amplo” e abordará os erros humanos e no sistema que permitiram um nigeriano entrar em um avião americano com explosivos.
“A revisão identificará e fará recomendações sobre o que faltou e o que é necessário para fortalecer o sistema” no que diz respeito à segurança, disse Gibbs.
Obama, o assessor em temas contra-terrorismo, John Brennan, e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, devem comentar amanhã os resultados da revisão da política de segurança.
Conforme o porta-voz presidencial deve ocorrer amanhã também o anúncio de Obama das medidas adicionais para melhorar a detecção de passageiros aéreos, assim como a troca de informação de inteligência entre as distintas agências do país.
Obama afirmou ontem, depois de se reunir com membros de seu gabinete e sua equipe de segurança nacional, que o incidente registrado no Dia do Natal em um avião da companhia aérea Northwest deixou amostra erros “inaceitáveis” de inteligência e anunciou reformas “imediatas”.
O presidente apontou que os sistemas de segurança do país falharam de forma “potencialmente desastrosa” ao permitir que o jovem nigeriano de 23 anos, Umar Farouk Abdulmutallab, entrasse no voo de Amsterdã para Detroit com explosivos na cueca.
Insistiu com o fato da comunidade de inteligência dispor de informação suficiente para detectar e “potencialmente” desarticular o atentado frustrado e criticou os responsáveis de segurança por fracassarem na hora de reunir todos os dados.
“Está cada vez mais claro que a informação de inteligência não foi devidamente analisada. Isso não é aceitável e não o tolerarei”, disse ontem Obama.
Obama encarregou, após o incidente, duas revisões paralelas.
A primeira, a cargo de Napolitano, avalia os sistemas de detecção nos aeroportos e as mudanças necessárias para uma maior efetividade.
A segunda, sob o comando de Breenan, trata de determinar como podem funcionar melhor as listas de vigilância terrorista.
Na segunda-feira, a Casa Branca anunciou que ampliou a lista de suspeitos de terrorismo que são proibidos de voar.
Abdulmutallab estava na lista de vigilância “genérica” de terroristas, mas não na categoria mais seletiva que estivesse impedido de voar.