O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, visit this Stephen Hadley, thumb disse hoje que as informações dos serviços de inteligência americanos sobre a existência de ameaças terroristas, website são “uma fonte de preocupação”.
Falando às redes de televisão americanas ABC e CNN, Hadley disse hoje que as informações são encaradas com preocupação e que o Governo está respondendo a elas. Acrescentou que elas “são uma boa lembrança” de que a luta contra o terrorismo os acompanhará por muito tempo.
Na semana passada, vários meios de comunicação anteciparam o conteúdo do relatório que as agências de espionagem americanas entregarão ao Congresso na terça-feira, no qual se afirma que a organização terrorista Al Qaeda vem redobrando seus esforços para atacar os Estados Unidos.
Além disso, outros meios afirmavam esta semana que os relatórios acusavam a Al Qaeda de tentar fazer com que seus militantes entrassem nos Estados Unidos e asseguravam que a organização terrorista é agora uma ameaça tão grande contra o território americano quanto era antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington.
Além disso, na terça-feira, o secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, disse que tinha a sensação de que um atentado poderia ocorrer na temporada estival deste país. Por último, Hadley disse hoje que o Executivo dos Estados Unidos precisa deixar o país em uma posição na qual tenha as ferramentas “para lidar com a ameaça terrorista”.
Também afirmou que a Al Qaeda, “não é mais a organização que era” antes dos atentados contra o World Trade Center. “Também precisamos nos envolver na luta das idéias: o presidente George W. Bush, falando em democracia diante de uma imagem de desespero”, disse Hadley, que hoje esteve presente nos programas dominicais das várias redes de televisão americanas.
Hadley se refere à necessidade de defender em uma frente comum a atual estratégia do Governo Bush no Iraque, eixo central para os Estados Unidos da luta antiterrorista, algo que não vem ocorrendo em nível legislativo.
Dentro de três semanas, vários senadores republicanos influentes como Richard Lugar, Peter Domenici, George Voinovich, Olympia Snowe, Elizabeth Dole e John Warner se mostraram a favor de iniciar a médio prazo um retorno das tropas. Além disso, na sexta-feira dois dos “republicanos dissidentes”, Lugar e Warner, apresentaram um projeto de lei que prevê uma redução drástica da missão dos soldados americanos no Iraque para meados de outubro.
A iniciativa afirma que “a estratégia americana, diplomática e militar, deve se ajustar à realidade de que as lutas entre comunidades não acabaram logo e provavelmente não poderão ser controladas de cima”.
Hadley já alertou hoje que Bush não aceitará este projeto e disse que ambos realizaram um “serviço muito útil” ao apresentar tal medida. O assessor de segurança nacional da Casa Branca se referia assim ao relatório que o comandante-chefe das forças americanas no Iraque, o general David Petraeus, deve apresentar a Bush em 15 de setembro.
O líder americano disse que esperará até setembro para decidir sua estratégia no país árabe. Na semana passada, a Casa Branca apresentou uma análise provisória no qual afirmava que os objetivos impostos por Washington a Bagdá foram cumpridos de maneira desigual. Sobre isso, o presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado, Carl Levin, disse hoje que os avanços ou atrasos na situação no Iraque não é uma questão de se “o copo está meio cheio ou meio vazio”.
“Não avançaram em uma área-chave no qual todo mundo concorda que é preciso avançar, senão a violência não diminuirá e isso é no plano político”, disse Levin. Neste sentido, Hadley ressaltou que a Administração americana está pressionando os legisladores iraquianos para que cancelem seu mês de férias previsto.
As declarações de Hadley são feitas um dia depois da divulgação de um vídeo no qual o líder da organização terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, preza o martírio como uma arma e o caminho para a glória para os muçulmanos.