A Casa Branca informou hoje que até o momento “não foi possível corroborar” as afirmações do Paquistão de que 11 de seus soldados acabaram mortos em um ataque dos Estados Unidos contra grupos insurgentes na fronteira com o Afeganistão.
Em entrevista coletiva em Roma, ailment o conselheiro de Segurança Nacional americano, Stephen Hadley, afirmou que se as informações forem corretas “evidentemente serão lamentadas muito esta perda”.
Após lembrar que o Paquistão é “um importante aliado na guerra contra o terrorismo”, Hadley afirmou que se “deseja chegar até o fundo do ocorrido, mas até mesmo as versões recebidas de diferentes fontes americanas são contraditórias”.
Por enquanto, afirmou o alto funcionário, o que parece claro é que grupos insurgentes planejaram uma operação em território afegão contra forças da coalizão internacional.
Os grupos rebeldes retornaram ao Paquistão e as forças da coalizão “localizaram e atacaram estas forças”, concluiu.
Na última quarta, o Departamento de Estado expressou as desculpas dos EUA pelas mortes dos soldados paquistaneses.
“É um lamentável incidente. Ficamos tristes com a perda de vidas no Exército paquistanês, que é um parceiro na luta contra o terror”, declarou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Gonzalo Gallegos.
A embaixadora dos EUA em Islamabad, Anne Patterson, foi convocada ante o ministro de Relações Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, para dar explicações do bombardeio, que foi chamado pelo Exército paquistanês de “covarde” e de “agressão”.
O comando militar americano reconheceu na última quarta que bombardeou uma área limítrofe entre Paquistão e Afeganistão, apesar de ter negado que suas tropas tenham ultrapassado a fronteira.
As tropas americanas foram atacadas por “forças anti-afegãs” em uma área próxima da fronteira com o Paquistão, e responderam com um bombardeio aéreo contra os supostos talibãs, diz o comando militar dos EUA.