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Mundo

Casa Branca diz que EUA não sairão do Afeganistão em 2011

Arquivo Geral

04/12/2009 0h00

Os Estados Unidos não pretendem deixar o Afeganistão em um futuro próximo e, “certamente, não em 2011”, afirmou hoje o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones, ao falar sobre a nova estratégia para a guerra no país asiático.

Em declarações a jornalistas estrangeiros, Jones disse que o ano de 2011, anunciado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, como data de início da saída das tropas americanas, simplesmente representa o começo da transição.

“Não temos intenção de abandonar o Afeganistão em um futuro próximo”, destacou o conselheiro.

O presidente americano foi alvo de condenações por anunciar a data do começo da saída, que, segundo seus críticos, é arbitrária e só servirá para encorajar os talibãs, mas Jones ressaltou que essa data foi adotada com base “nas recomendações do que os comandantes militares pensavam que se podia conseguir”.

A nova estratégia tem como eixo central o envio de um reforço de 30 mil soldados americanos, que se somarão aos cerca de 100 mil da força internacional no Afeganistão.

Em julho de 2011, explicou, os EUA esperam ter conseguido “deter o impulso que os insurgentes ganharam, de modo que possamos começar a transição e que os afegãos possam assumir suas responsabilidades” e as forças americanas “possam retirar alguns de seus soldados”.

Neste sentido, elogiou o anúncio do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, que afirmou que 25 países da força internacional no Afeganistão enviarão um total de mais de 7 mil soldados adicionais, que se somarão aos reforços americanos.

“O aumento significativo das tropas da Otan poderá garantir as condições no terreno para que os afegãos se encarreguem de suas responsabilidades”, disse.

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