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Casa Branca diz que Espanha aceitou ‘cooperar’ com guerra no Irã; Madri desmente

Governo de Pedro Sánchez rejeita uso de bases militares e desmente declaração da porta-voz americana

Redação Jornal de Brasília

04/03/2026 17h01

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha havia aceitado “cooperar” com o Exército dos Estados Unidos em sua guerra contra o Irã, uma afirmação desmentida pouco depois pelo governo do país europeu.

Washington exige da Espanha poder usar as bases militares de Rota e Morón, no sul do país, em virtude de um acordo de décadas.

Mas o governo do socialista Pedro Sánchez rejeita a utilização dessas instalações na guerra contra o Irã, que o mandatário qualificou como “injustificada, perigosa e fora da legalidade internacional”.

“Tenho entendido que, nas últimas horas, (as autoridades espanholas) concordaram em cooperar com o Exército dos Estados Unidos”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sem dar mais detalhes.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, demorou pouco para desmentir as afirmações de Leavitt.

“Nossa posição continua absolutamente inalterada e desminto categoricamente qualquer mudança”, afirmou Albares em declarações à rádio Cadena Ser.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “cortar todo o comércio com a Espanha” por sua recusa em permitir o uso de suas bases e em aumentar seus gastos com defesa no âmbito da Otan.

“A Espanha se comportou de maneira terrível”, disse Trump a jornalistas durante um encontro com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Washington.

Não está claro que poder Trump teria para “cortar” o comércio com a Espanha, após a decisão da Suprema Corte de anular seu uso de poderes de emergência para impor tarifas arbitrárias a outros países.

Albares destacou na terça-feira que Espanha e Estados Unidos mantêm “uma relação comercial histórica e mutuamente benéfica”.

“Nosso país conta com os recursos necessários para conter possíveis impactos, ajudar os setores que possam ser afetados e diversificar cadeias de suprimento”, acrescentou o ministro.

AFP

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