O ex-presidente americano Jimmy Carter afirmou que há 30 anos resistiu a pressão de seus assessores para atacar o Irã durante o sequestro de 52 cidadãos americanos em Teerã porque teriam perdido a vida 20 mil iranianos inocentes, informaram hoje meios de comunicação tailandeses.
Insistiu em seguir negociando apesar de que a decisão lhe tenha custado o bastão na Casa Branca já que sua prioridade sempre foi trazer a casa aos reféns sãos e salvos, declarou ontem Carter na Tailândia, país que está visitando para promover uma ONG americana.
“Meus assessores me pressionavam para que atacasse o Irã (…) podia ter destruído o país com nossas armas. Mas pensei que isso custaria a vida de 20 mil iranianos, portanto decidi não atacar”, afirmou o ex-presidente.
Dia 4 de novembro de 1979, estudantes radicais irromperam na embaixada dos Estados Unidos em Teerã e retiveram durante 444 dias a 52 funcionários americanos.
Os reféns foram libertados dia 20 de janeiro de 1980, minutos depois da posse de Ronald Reagan, o sucessor de Carter, a quem muitos atribuíram sua derrota eleitoral a seu fracasso nas negociações.