O carro-bomba desativado pela Polícia espanhola na cidade de Logroño, view no norte do país, pills continha 61 quilos de explosivos e havia sido roubado na França, what is ed informaram hoje fontes oficiais.
O secretário de Estado espanhol para a Segurança, Antonio Camacho, disse que a bomba continha 61 quilos de amonal – mistura de nitrato de amônia, trinitrotolueno, alumínio em pó e carvão -, de acordo com as primeiras análises feitas pelas forças de segurança.
Sobre a autoria do atentado, frustrado pelas autoridades, Camacho afirmou que as forças de segurança investigam vestígios do explosivo, embora tenha considerado que é “prematuro” ainda saber se supostos membros do grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade, em euskera, o idioma basco) possuem envolvimento na fabricação do carro-bomba.
O veículo utilizado foi roubado na França em 3 de setembro último e tinha placa falsa, que havia sido trocada com a de um veículo roubado também em território francês em 2002.
Camacho explicou que por volta das 23h10 locais (18h10 de Brasília) o jornal basco “Gara” (habitual porta-voz do grupo) recebeu um alerta, em nome da ETA, para a colocação de uma bomba na sede do Ministério da Defesa em Logroño. As fontes disseram na ocasião o artefato explodiria 20 minutos depois.
Pouco depois, às 18h25 (Brasília), ocorreu uma explosão, sem registro de danos materiais, em um veículo estacionado em frente à porta da sede regional do Ministério.
A detonação colocou em alerta os agentes diante da possibilidade de que se tratasse de um veículo a ser usado como armadilha para atrair oficiais e, que, portanto, houvesse mais explosivos no local.
Após a primeira explosão, oficiais antibomba comprovaram que na parte traseira do veículo havia um garrafão que continha líquido combustível.
Segundo o secretário de Estado para a Segurança, a bomba não explodiu devido a uma falha no pavio do detonador.
A explosão ocorre uma semana depois de a ETA ter explodido uma bomba de “fraquíssima potência” na cidade de Fuenmayor, na região de La Rioja, cuja capital é Logroño, sem registro de danos.
Desde que a ETA anunciou, em 5 de junho último, o término do cessar-fogo com o Governo, o grupo fracassou em cinco tentativas de perpetrar um atentado.
Em outras quatro ocasiões anteriores, as forças de segurança do Estado evitaram que a ETA atentasse, e 26 supostos integrantes do grupo terrorista (“etarras”) foram detidos, entre eles Luis Ignacio Iruretagoiena, considerado o maior especialista em explosivos da organização que defende a independência da região do País Basco.
A vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, disse hoje que a resposta do Executivo à ETA seguirá sendo a unidade dos que defendem a democracia, a eficácia policial e o rigor na aplicação da Justiça, e sustentou que, “embora não haja fórmulas mágicas”, os terroristas acabarão “atrás das grades”.