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Cardeais concluíram consistório extraordinário e terão nova reunião em junho

O papa anterior, Francisco, foi criticado por uma abordagem muitas vezes excessivamente pessoal na condução da Igreja durante seus 12 anos como líder dos mais de 1,4 bilhão de católicos no mundo.

Redação Jornal de Brasília

08/01/2026 20h45

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Foto por FILIPPO MONTEFORTE / AFP

Cardeais de todo o mundo concluíram nesta quinta-feira (8) dois dias de debates sobre as orientações da Igreja Católica sob a liderança do papa Leão XIV, que os convocou novamente para junho, anunciou o Vaticano.

O consistório extraordinário realizado na quarta e nesta quinta-feira teve como objetivo uma abordagem mais colegiada na governança da Igreja. Foi o primeiro consistório extraordinário convocado por Leão XIV, eleito pontífice em 2025.

O papa anterior, Francisco, foi criticado por uma abordagem muitas vezes excessivamente pessoal na condução da Igreja durante seus 12 anos como líder dos mais de 1,4 bilhão de católicos no mundo.

Durante as reuniões preparatórias antes do conclave de maio passado, no qual Leão foi eleito papa, os próprios cardeais solicitaram mais consulta na tomada de decisões.

Nesta semana, os 245 “príncipes da Igreja” se dividiram em grupos para debater a evangelização e uma governança baseada na escuta e na responsabilidade compartilhada dos fiéis.

“O papa enfatizou a continuidade com o Concílio Vaticano II (1962–65), que conduziu a Igreja à era moderna”, declarou o diretor do escritório de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, em uma coletiva de imprensa na noite de quinta-feira.

Leão, o primeiro papa americano, convidou os cardeais a se reunirem novamente por dois dias no fim de junho.

“Ele decidiu transformar essas reuniões em um evento anual permanente, estendendo-as para três ou quatro dias”, disse Bruni.

O cardeal sul-africano Stephen Brislin afirmou que o papa “quer ser colegiado, quer ouvir”. “Quer trabalhar não apenas com os cardeais, mas também com outros, para servir a Igreja da melhor maneira possível”, acrescentou.

Por sua vez, o cardeal colombiano Luis José Rueda Aparicio disse que o papa, que trabalhou no Peru como missionário, tinha uma “profunda preocupação” com a situação na Venezuela e queria “estimular o diálogo e buscar consenso”.

Após um ano de transição, marcado pela retomada dos grandes projetos deixados por Francisco, em especial o Jubileu de 2025, o “Ano Santo” da Igreja, a reunião desta semana marca o início da própria abordagem de Leão XIV sobre o papado.

Além de convocar consistórios ordinários — reuniões eclesiásticas principalmente para criar novos cardeais —, Leão tem o poder de convocar consistórios extraordinários, reunindo todo o Colégio de Cardeais para tratar de assuntos importantes.

© Agence France-Presse

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