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Mundo

Caracas revela <i>provas</i> de espionagem colombiana em Venezuela, Cuba e Equador

Arquivo Geral

29/10/2009 0h00

O Governo venezuelano divulgou hoje o que considera como “provas irrefutáveis” da existência de uma “grande operação de espionagem” em Venezuela, Equador e Cuba por parte de agentes colombianos e que seria financiada pela CIA, agência de inteligência americana.

O ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, divulgou o conteúdo de supostos documentos oficiais do Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) contendo testemunhos atribuídos a agentes dessa corporação nos quais reconhecem a existência de operações de espionagem nos três países.

Aissami ressaltou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, estava a par dessas atividades de espionagem, “promovidas a partir do Governo (de Bogotá) e de sua instituição contra nosso país, nosso Governo e a estabilidade da região”.

A espionagem atribuída ao DAS corresponderia à existência da operação “Salomón”, que tem “três dimensões”, com desdobramento de ações de “espionagem contra o Equador”, em Cuba, sob o nome de “projeto Fénix” e na Venezuela como “projeto Falcon”, declarou o ministro.

Esses documentos reúnem investigações feitas entre “abril e maio passados” por um escritório de controle interno do DAS sobre pelo menos quatro agentes da corporação por um caso de “vazamento de informação classificada”, de acordo com Aissami.

Segundo o ministro, um dos interrogados, “Carlos Orguela Orguela, disse que a Operação Salomón tem atualmente 144 funcionários, e as despesas” operacionais correm por conta “do DAS e da Embaixada Americana através da CIA”.

De acordo com o documento atribuído ao DAS e lido por Aissami, Orguela asseverou que “as atividades resultantes das operações” de espionagem “foram divulgadas ao senhor presidente Uribe em três apresentações oficiais e uma informal”, em datas não reveladas.

“Isto (os supostos documentos do DAS) constituem evidências irrefutáveis de uma nova agressão do Governo colombiano”, afirmou o ministro venezuelano.

No dia 2 de outubro, segundo Aissami, dois supostos espiões colombianos do DAS identificados como Eduardo González Muñoz e Ángel Jacinto Guanare foram detidos a 80 quilômetros ao oeste de Caracas.

Ambos foram capturados junto ao venezuelano Melvin Argenis Gutiérrez, que seria um informante dos supostos agentes do DAS, segundo a versão de Caracas.

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