“Abrimos a possibilidade de chegar a acordos para um esquema de controle como o que aplicamos na indústria petrolífera, ou seja, com uma participação do Estado, por meio de suas empresas, de pelo menos 60%”, disse o ministro da Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.
Ramírez indicou que, em princípio, os representantes da mexicana Cemex, da francesa Lafarge e da suíça Holcim, que concentram mais de 90% da produção de cimento da Venezuela, acolheram favoravelmente a proposta do Executivo.
O funcionário explicou que será estabelecido um cronograma de trabalho quando as matrizes das empresas de cimento designem seus delegados nas negociações com o Governo venezuelano.
A escolha dos representantes que negociarão com a comissão governamental o mecanismo para a formação das empresas mistas deverá acontecer “no transcurso desta semana”, apontou.
As declarações de Ramírez aconteceram após uma reunião com executivos das três companhias estrangeiras, que também foi assistida pelos ministros de Indústrias Básicas, Rodolfo Sanz, de Indústrias Leves, William Contreras, e a titular da Habitação, Edith Gómez.
A decisão do Governo de assumir o controle da produção de cimento foi anunciada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, no dia 3 de abril, ao considerar que se trata de “um setor estratégico”.
Chávez também assegurou que o Governo pagará “até o último centavo” pelas ações que passem para o controle público.
Cálculos empresariais assinalam que a Cemex produz aproximadamente a metade das 12 milhões de toneladas anuais registradas no país. A Lafarge cobre cerca de 25% e a Holcim em torno de 17%.