Em comunicado divulgado hoje, a Chancelaria indicou que “perante a impossibilidade de fazer algum uso útil e proveitoso da pasta com os documentos, devolverá ao Ministério das Relações Exteriores da Colômbia por meio de sua representação em Caracas”, sem precisar quando.
A Chancelaria reiterou que o Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, “não reconhece os papéis” enviados pela Colômbia, já que “constituem um conjunto de escritos inconsistentes e incompreensíveis”.
Esses documentos, “foram utilizados a partir da Colômbia e dos EUA por meios de imprensa inescrupulosos para uma campanha temerária contra o Chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez”, acrescentou o comunicado.
A Chancelaria venezuelana ratificou a Bogotá “a vontade do Governo bolivariano de manter boas relações com a Colômbia sobre a base do respeito mútuo e o espírito de cooperação”.
O comunicado foi feito um dia após o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Nicolás Maduro, se pronunciar sobre este tema e dizer que “de nenhuma maneira” reconhece a validade dos documentos.
Maduro declarou esta terça-feira aos jornalistas que Caracas recebeu da Chancelaria colombiana “uma pasta branca, de plástico, com um conjunto de fotocópias (…), com nomes estranhos”.
“Recebemos com a decência diplomática do caso esta pasta e nas próximas horas vamos responder oficialmente”, acrescentou o chanceler venezuelano em suas declarações de terça-feira.