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Mundo

Captura de líder do crime mexicano compromete estrutura do cartel Los Zetas

Arquivo Geral

13/10/2011 20h14

A prisão de Carlos Oliva Castillo, conhecido como “La Rana” (A Rã), considerado terceiro nome na hierarquia da organização criminosa mexicana Los Zetas e cérebro do ataque incendiário contra um cassino que deixou 52 mortos, compromete a estrutura deste cartel ligado ao tráfico de drogas.

 


O suposto criminoso – apresentado nesta quinta-feira algemado na capital mexicana, em companhia de sua suposta namorada e chefe de sua segurança pessoal – é acusado pelas autoridades de ser o líder de Los Zetas nos estados de Nuevo León, Coahuila e Tamaulipas, no nordeste do México, um triângulo de estados onde a organização concentrou todo seu poder.

“La Rana”, de 37 anos, foi detido na quarta-feira em Saltillo, capital de Coahuila, por soldados do Exército mexicano da Sexta Zona Militar, que desde 28 de agosto passado lideram a operação “Escorpión”, empreendida contra as estruturas de comando, financeiras, operacionais e logísticas do crime organizado nesses três estados do nordeste do México.

Nessa região, opera também o poderoso cartel do Golfo, do qual inicialmente Los Zetas eram braço armado. As duas organizações romperam laços em março de 2010 e se lançaram em uma guerra sem lei para dominar o território.

A Secretaria da Defesa Nacional (Sedena) anunciou nesta quinta-feira que Castillo é “um dos líderes mais importantes” de Los Zetas, subordinado apenas a Heriberto Lazcano Lazcano, conhecido como “El Lazca”, e Miguel Ángel Treviño Morales, conhecido como “El 40”, dois dos traficantes mais procurados do país.

Los Zetas são um dos cartéis mais perigosos do México, acusados do homicídio de 72 imigrantes ilegais – a maioria centro-americanos – no estado de Tamaulipas, em agosto de 2010. Também se atribui ao grupo o assassinato de aproximadamente 200 pessoas, cujos corpos foram encontrados em uma série de valas comuns neste ano, também em Tamaulipas.

Segundo as autoridades, Los Zetas se envolvem cada vez mais no sequestro e tráfico de imigrantes ilegais e têm forte presença na Guatemala, onde em maio passado assassinaram 27 camponeses.

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