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Candidatos acirram disputa na reta final de campanha presidencial

Arquivo Geral

21/02/2008 0h00

A clara liderança do republicano John McCain e do democrata Barack Obama na luta pela nomeação presidencial fez com que a batalha eleitoral passasse hoje para uma nova fase, page ainda mais acirrada.

No lado democrata, order o cenário é ruim para a senadora Hillary Clinton, que está atrás de Obama em número de delegados, em dinheiro, e o que é mais importante, em popularidade, após sofrer dez derrotas consecutivas nas últimas eleições primárias.


A ex-primeira-dama se apresenta como a pessoa com mais experiência para chegar à Casa Branca, quando a população parece preferir a contagiosa mensagem de mudança que Barak Obama oferece.


Imbatível e esperançoso, o senador de Illinois se transformou no centro dos ataques de todos os aspirantes à Casa Branca, que vêem com preocupação suas crescentes possibilidades de se transformar no primeiro presidente negro da história dos EUA.


Para Hillary Clinton, o que acontecer nas próximas horas será determinante em sua campanha presidencial. O debate democrata que será transmitido essa noite pela “CNN” e pela “Univisión” pode ser uma de suas últimas possibilidades de dar a volta por cima.


Mas a ex-primeira-dama enfrentará de novo o dilema de como atacar Obama sem causar se prejudicar, e sem criar uma imagem fria e impiedosa diante de um político que transmite a visão de esperança e otimismo.


Em suas últimas aparições, Hillary intensificou sua declaração de que Obama possui muitas palavras inspiradoras mas poucas possibilidades de transformá-las em ações caso chegue à Casa Branca.


McCain, por sua parte, acusa Obama de dar mensagens “eloqüentes mas vazias”, de levar o país a umas “férias da História”, e de querer empregar “falsas promessas e políticas fracassadas que acreditam mais nos Governos que no povo”.


O ex-prisioneiro de Guerra do Vietnã, que projeta uma imagem de força em questões ligadas a defesa e segurança, tratou de atribuir a Obama uma imagem de fraqueza, acusando-o de ser mais muito flexível com o Paquistão, o Irã e a Síria.


Por enquanto, Obama manteve-se imune às críticas, da mesma forma que antes conseguiu sair ileso das declarações formuladas pelo senador John Edwards, já fora da batalha, e de Hillary Clinton.


Prova do fato é que sua popularidade segue aumentando, o que lhe permitiu ganhar mais uma vez nas primárias de seu partido entre os eleitores americanos que vivem no exterior, conforme foi divulgado hoje.


Segundo dados da “CNN”, Barack Obama conta com o apoio de 1.319 delegados, frente os 1.250 de Hillary Clinton.


A grande incógnita agora é qual será o resultado no próximo dia 4, quando ocorrem as primárias de Ohio e Texas, dois Estados importantes que, segundo todos os observadores, Hillary precisa ganhar inevitavelmente, e com grande diferença, para conseguir se manter na corrida pré-eleitoral.


“Se ela (Hillary) ganha no Texas e em Ohio, acredito que será a candidata democrata eleita”, disse ontem seu esposo, o ex-presidente Bill Clinton, consciente da importância dessas votações.


No entanto, caso Obama vença, sua indicação como candidato será quase certa, dizem outros analistas.


Do lado republicano, a situação também dificultou para o atual favorito, John McCain, que hoje precisou fazer um desmentido público quanto às noticias de que ele teria mantido uma relação inadequada com uma mulher que fez “lobby” para sua campanha.


As acusações, que foram feitas pelo jornal diário “The New York Times”, poderiam prejudicar o aspirante republicano, que fez de seu rigor e da integridade de seu caráter a peça chave de sua candidatura.

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